Informativo do Sindicato dos Administradores de SC Ano IX - Nº 55 - Setembro/Outubro de 2002

Editorial- Um passo adiante.... Adm. Tractebel definem pauta
Eleições na Celos serão dia 19 de novembro Participação dos trabalhadores na Celos
PERDA BSC Exhibition
Palestras ARTIGO
Um cargo essencial na organização  


Editorial
Um passo adiante....

O Brasil votou para mudar. A esperança venceu o medo e o eleitorado decidiu por um novo caminho para o país. As eleições que acabamos de realizar foram, acima de tudo, uma vitória da sociedade brasileira e de suas instituições democráticas, uma vez que trouxeram a alternância no poder, sem a qual a democracia perde a sua essência". Estas foram as primeiras palavras do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, em seu primeiro pronunciamento depois das eleições. Para os sindicatos e em especial para todos os trabalhadores brasileiros, há na eleição de Lula a esperança de uma distribuição de renda mais justa e do crescimento econômico brasileiro, com ações que possam conciliar os interesses da indústria nacional, dos investimentos estrangeiros e dos trabalhadores, tanto os que hoje lutam para manter-se empregados quanto daqueles que engrossam as fileiras dos 11 milhões de desempregados.
Sabe-se que o governo Lula não poderá transformar o Brasil da noite para o dia, como ele próprio, sensatamente, tem anunciado. Mas já neste seu primeiro pronunciamento percebe-se suas intenções de fazer as reformas que o país precisa e de não decepcionar o povo. Ao anunciar a criação da Secretaria de Combate à Fome, Lula explicita sua preocupação social. Ação que não obstante críticas, foi bem vista por cientistas políticos e pelo próprio presidente em exercício, Fernando Henrique Cardoso, indicando "um caminho de responsabilidade". Os três governadores eleitos no Sul e a maioria dos demais eleitos, anunciam seu apoio ao novo Governo Federal, acreditando no pacto social proposto por Lula. Enfim, também o Saesc acredita no novo governo: pela origem do presidente, por sua contribuição ao movimento sindical e política brasileira e por fazer nosso país entrar na história mundial ao eleger um operário presidente, conhecedor da realidade em todas as regiões do país, num processo pacífico e tranqüilo, tida até o momento, como a maior eleição do mundo.
Contudo é preciso que este pacto social seja um compromisso sério não só do novo governo, mas de todos os brasileiros. Só assim o país conseguirá de fato garantir a distribuição de renda, ter uma administração pública eficaz e realizar as reformas anunciadas pelo presidente eleito: da previdência social, tributária, da legislação trabalhista, da estrutura sindical, a reforma agrária e a reforma política. O Saesc espera que o novo Governo da República e o próprio Governo do Estado, tenham vontade política e coragem para implementar suas propostas de desenvolvimento econômico, político e social. O primeiro passo foi dado. Cabe a todos nós agora contribuirmos neste caminho.




Administradores da Tractebel definem pauta


No dia 22 de outubro os administradores da Tractebel fecharam sua pauta de reivindicações para o ACT 2002/2003, contendo 19 cláusulas. A primeira solicitação dos administradores será a manutenção e revalidação dos Acordos Coletivos de Trabalho 2000/2001 e 2001/2002 para vigorar por mais dois anos. Os reajustes salariais, pedem os administradores da Tractebel, deverão acontecer a partir de novembro de 2002, pelo valor resultante da aplicação integral do INPC - Índice Nacional de Preço ao Consumidor. A pauta prevê a preservação dos aumentos ocorridos no período de novembro de 2001 a outubro de 2002 a título de mérito, promoção, transferência e implemento de idade e aumento real de 1,5%. Outra reivindicação salarial é no auxílio refeição/alimentação. Os administradores pedem o aumento do ticket para R$ 16,00 o valor unitário, abrangendo todos os meses do ano.
Quanto à Participação nos Resultados, os administradores pedem na pauta o pagamento no mínimo de uma remuneração mensal do empregado, independente do lucro líquido da empresa no exercício 2002.
Reciclagem tecnológica também está contemplada na pauta de reivindicações. A idéia é que a Tractebel adote uma política de treinamento e aperfeiçoamento técnico, onde a empresa deverá garantir ao menos 12 dias úteis por ano para treinamento de cada profissional, assim como criará mecanismos que possibilitem a adequada inovação tecnológica do quadro técnico e a transferência de conhecimento nas várias áreas.
Uma inovação na pauta é a cláusula de estágio para formandos, onde a Tractebel deverá contratar como estagiários, alunos em final do Curso de Administração. Há ainda cláusulas prevendo assistência jurídica para o empregado que estiver respondendo judicialmente em decorrência de suas atividades e para estabilidade provisória aos empregados que necessitam de até 36 meses para aquisição de aposentadoria por tempo de serviço. Os administradores querem ainda a liberação de um dirigente sindical para atuar no Saesc.
A pauta já foi entregue à Direção da Tractebel pelo representante do Saesc na empresa, Dori da Silva Cândido. As reuniões de negociação acontecerão em novembro.

Eleições na Celos serão dia 19 de novembro


A Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina apresentou os seus
candidatos para concorrerem a duas importantes diretorias da Fundação Celos: a Diretoria Administrativo-Financeira e a Diretoria de Seguridade. A eleição será dia 19 de novembro. Os candidatos da Intercel são Sary Reny Köche Alves, para a Diretoria Administrativo-Financeira e Aramis Luiz de Novaes para a Diretoria de Seguridade.


Participação dos trabalhadores na Celos


Desde a sua criação em setembro de 1973, a Fundação CELOS tem seguido uma trajetória marcada por mudanças, evoluindo em diversos aspectos, seja pela legislação, seja por amadurecimento dos seus gestores, fomentando a discussão dos problemas no âmbito do Conselho de Curadores e da Diretoria Executiva. Os avanços sempre foram na direção do aprimoramento do processo democrático de decisão:
1974 - uma deliberação da Celesc permitiu a participação de um aposentado no Conselho;
1988 - outra deliberação destinou três vagas para os ativos e uma para aposentados;
1989 - foi indicado um representante da APCELESC e os ativos elegeram o seu primeiro representante.
1991- dois trabalhadores apoiados pelos sindicatos foram eleitos para o Conselho de Curadores
1992 - por força de Acordo Coletivo de Trabalho três representantes dos empregados foram nomeados;
1993 - inicia a reforma estatutária da CELOS, já com forte participação dos representantes eleitos que sucederam-se nas eleições de 95, 97 e 99.



PERDA


Com pesar o Jornal do Saesc registra o falecimento da funcionária do sindicato, Alessandra Marsura, ocorrido no dia 21 de setembro deste ano. Alessandra, que trabalhava no Saesc há doze anos, foi vítima de pneumonia. Deixou marido, uma filha de quase dois anos e muitas saudades a todos os que a conheciam.

BSC Exhibition


No dia 12 de novembro acontecerá em Joinville o BSC Exhibition, para apresentar aos empresários catarinenses a metodologia do Balanced Scorecard (BSC) - uma das práticas de gerenciamento mais importantes dos últimos 75 anos. As inscrições são gratuitas e limitadas e poderão ser feitas pela internet: www.fiber.com.br

Palestras


O administrador Adilson Martins está ministrando uma série de palestras sobre Conflito e Mediação. Em outubro o tema foi grafologia e em novembro será sobre criatividade. As atividades acontecem na sede da Fundasc - Fundação dos Administradores de Santa Catarina - Rua Tiradentes, 136 - sala 101, em Florianópolis. O telefone é 48 223-3855 e o e-mail
fundasc@crasc.org.br


ARTIGO


Formação e empregabilidade
A empregabilidade é um tema recente de preocupação tanto de estudiosos
das organizações quanto dos gerentes de linha de qualquer empresa. É um assunto tão em voga que grandes economistas, muitos de renome internacional, como Ohmae (1997), têm empreendido explicações para esclarecer os prováveis grandes impactos que a questão do emprego poderá trazer não só para as chamadas economias desenvolvidas, mas principalmente para aquelas que ainda não atingiram um patamar de bem-estar próprias do chamado primeiro mundo, como é o caso da Comunidade Valenciana e da região de Santa Catarina no Brasil.
A busca pela competitividade entre as nações, que Peters (1997) é um dos maiores arautos, tem produzido uma inversão na célebre preocupação econômica do chamado "pleno emprego", onde dever-se-ia buscar formas de alcançar um índice de desemprego o mais próximo possível de zero. A nova concepção de empregabilidade é justamente essa inversão, ou seja, não se busca mais um patamar de pleno emprego em todos os setores econômicos, mas um patamar ideal de ajuste entre a capacidade de geração de tecnologias e conhecimento que possam ser incorporadas rapidamente aos ambientes organizacionais. E isso terá, inevitavelmente, uma grande repercussão no interior das organizações.
Alicerçadas na noção do pleno emprego e suas ramificações, as técnicas e métodos de gestão de Recursos Humanos se vê numa grande encruzilhada, típica de períodos críticos: ou segue os antigos padrões de gestão ou procura novas formas de gerir o sistema de pessoal; ou segue as técnicas antigas de seleção, recrutamento, desenvolvimento e avaliação de desempenho ou terá que se aventurar em redesenhar este sistema de forma a adequar-se às novas modalidades competitivas mercadológicas. (...)
O mundo da estabilidade e da segurança parece, conseqüentemente, ter ficado para trás e somente agora as organizações dos países em desenvolvimento parecem ter-se dado conta. Outrora sinônimo de segurança individual e certeza de um futuro relativamente promissor, os chamados "bons empregos" têm se volatilizado, de forma que a questão de permanência ou não dos indivíduos na chamada população economicamente ativa é um processo que tem que ser redesenhado continuamente não só pelas organizações, mas principalmente pelo próprio indivíduo que quer se manter no mercado de trabalho. Dessa forma, a empregabilidade é um tema que apresenta uma série de nuanças que indicam a necessidade de se tomar a capacidade de emprego como negócio próprio que precisa ser bem gerido e desenvolvido.



ADMINISTRADOR
Um cargo essencial na organização

Edison Luiz de Oliveira
Administrador, Contador e Professor Universitário

"Administrador é a pessoa encarregada de gerir, comandar, coordenar e controlar os negócios"

Visando atingir suas necessidades, o homem buscou através da produção, o preenchimento dessa exigência. Criou-se a empresa e com ela os mecanismos para um bom gerenciamento das diversas atividades pertinentes.
Para que uma atividade de negócios, quer pública ou particular, tenha sucesso nessa diligência, é imprescindível o conhecimento de um conjunto de princípios, normas e funções específicas. Surge a figura do administrador que é a pessoa encarregada de gerir, comandar, coordenar e controlar os negócios, advindo dessa atividade.
Para tanto
o ato de administrar uma empresa, em seus diversos segmentos, requer um perfil firme, consistente e preparado para as mudanças. É sua obrigação de saber, por exemplo, como ordenar os fatores de produção e também o controle de sua produtividade e eficiência.
O objetivo disso tudo é obter um determinado resultado.
Muitos empreendedores perdem o foco quando no exercício de suas atividades e os resultados são desastrosos. Para ilustrar pretendemos, de forma resumida, parodiar a estória da Arca de Noé, muito divulgada nos cursos de graduação que diz: "Absalão era um homem que se podia conceituar como justo. Era um estudioso e quando repetia aos sábios dizendo que os lados de um quadrado eram iguais, realmente tornava-se difícil entendê-lo. Dos seus 65 anos de idade, a maior parte havia dedicado à arte da guerra, onde conceitos técnicos e científicos eram aplicados. Particularmente, era um apaixonado pela organização das forças de combate e o uso de armas avançadas, tais como: lanças de grande alcance, setas orientadas e na última novidade bélica: o lançador de pedras. Era um verdadeiro general.
Com o avanço da idade e o aumento correspondente da sabedoria, Absalão também se preocupava com assuntos humanos, os quais, porém, o pertubavam um pouco. O Criador já não era reverenciado, como no seu tempo, os filósofos eram ridicularizados. Havia uma inversão completa na política, acreditava-se mais na energia e na estúltica dos jovens, do que na ponderada e segura orientação dos mais velhos. Certa vez, Absalão ouviu a voz do Criador dizendo que o mesmo não estava contente com os homens. Eles estão politizados e guerreiam entre si e só defendem os interesses pessoais. O trinômio: Adão, Eva e Cobra, deu nisso ai ...Farei chover por 40 dias e 40 noites, até cobrir a terra de água. Isso será conhecido como o "dilúvio". Vou matar todo mundo, porém quero uma nova humanidade, nascida de um homem inteligente, prático e com objetivos. Vá e construa um barco para você e sua família e coloque dentro, um casal de cada ser vivo. Você terá 4 meses para esse empreendimento. Meu contato com você será doravante o Arcanjo Gabriel, que costumam chamar de "Ministro de Deus" e desapareceu. Absalão levantou-se lívido. O Criador elegera-o gerador da nova humanidade. Todas as suas idéias seriam propagadas para o futuro.
Todavia, Absalão nada conhecia de barcos, nem de navegação, porém não discutiria para não perder a grande oportunidade dada pelo Criador. Abasalão era um sexagenário e estava difícil de ganhar a vida com o status de que se achava merecedor. Era preciso, dentro de 4 meses, resolver um problema técnico: construir um enorme barco. Que objetivo. Absalão provaria que era capaz de salvar a humanidade com a sapiência dos mais velhos, usando a energia dos mais jovens. Absalão seria o coordenador do empreendimento e contratou um engenheiro chamado Noé, que seria o elemento técnico.
Posteriormente foram contratados o especialista em pessoal, finanças, controladoria e segurança. Adquiriu-se uma cabana de madeira, já com divisórias e tapetes para colocar todos os funcionários. A operação foi iniciada em grande escala e com ela surgiram os problemas administrativos Criou-se diversos grupos de trabalhos, que não focaram sua ação para a missão do empreendimento. O atraso foi inevitável e despediram Noé, no "interesse da empresa". Este convidou cinco companheiros, formando uma nova equipe motivada com o objetivo de construir um barco para uma vida melhor em outras terras. Nuvens pesadas cobriam os céus. Absalão não conseguiu nova prorrogação de prazo. E começou a chover. Ele viu um barco descendo o rio e na proa estava escrito: Arca de Noé".
Conclui-se que
para administrar um empreendimento, não se pode desprezar o objetivo. Estabelecer a missão da empresa é importante e fundamental para o sucesso.

 



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