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Lei
que institui profissão pode mudar
Está
em estudo uma ampla revisão da Lei no 4.769/65, que há
quase 40 anos regula a profissão de Administrador em todo
o país. O CFA e os CRAs estão propondo uma nova
redação ao texto da lei, com revisões em
vários artigos com o objetivo de atualizar, esclarecer
e definir com mais precisão as competências exclusivas
da profissão de administrador.
Elaborada
em 1965, a Lei 4.769 foi criada em um contexto
econômico e social de quatro décadas atrás
e, por isso, encontra-se defasada em alguns aspectos. Entre as
alterações propostas pelas entidades está
o estabelecimento do conjunto de atividades privativas do administrador,
ampliando seu leque de possibilidades de acordo com as características
do mercado atual e as modernas práticas administrativas.
Outra modificação seria a inclusão de instrumentos
que criem uma reserva de mercado para o administrador, como já
ocorre em outras categorias. Também está sendo estudada
a correção de outra distorção considerada
pelos administradores: que o exercício do magistério
de matérias técnicas de administração,
em todos os níveis, seja feito por administradores.
Somam-se a essas propostas a implantação de um exame
de suficiência para os futuros egressos dos cursos de Administração,
preservando a qualidade e o alto nível de formação
acadêmica dos novos profissionais de nossa área.
Essas e outras mudanças no texto da lei ainda estão
em estudo no âmbito dos plenários dos CRAs em todo
o país para só depois haver a homologação
da Assembléia de Presidentes do Sistema CFA/CRAs. Após
essa redação final, o documento será apresentado
ao Congresso Nacional.
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Contribua
com o SAESC e fortaleça sua representação
ANUIDADE
VALOR ANUIDADE/2005 - R$ 158,00
PAGTO ATÉ 31/12/2004 - R$ 120,00
PAGTO ATÉ 30/01/2005 - R$ 130,00
PAGTO ATÉ 28/02/2005 - R$ 140,00
PAGTO ATÉ 31/03/2005 - R$ 150,00
PAGTO APÓS 31/03/2005 - R$ 158,00 +1%am
MENSALIDADE
VALOR MENSALIDADE/2005 - 0,5 REM.FIXA
PAGTO MENSAL C/ DESCONTO NA FOLHA
IMPOSTO
SINDICAL
Valor igual ao da CNPL
Os associados receberão a guia quitada (anuidade
paga até 31/01/2005)
CONTRIBUIÇÃO
CONFEDERATIVA
VALOR IGUAL A ANUIDADE ( R$ 158,00 )
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Celesc:
Diretor técnico pode ser escolhido pelos empregados
A partir de 2006 os trabalhadores da Celesc poderão escolher
o Diretor Técnico
da empresa. O assunto está sendo debatido pelo Conselho
de Administração para que seja incluído no
Acordo de Acionistas e depois apresentado projeto para análise
da Assembléia Legislativa.
Essa novidade é fruto de mobilização permanente
dos empregados da Celesc, que desde a década de 1990 discutem
as questões administrativas, participando ativamente com
um representante no Conselho de Administração. Atualmente,
a voz dos trabalhadores nesta instância é Jair Fonseca.
Ele defende que o projeto que será enviado aos deputados
estaduais mantenha o Conselho de Administração com
seis integrantes do Estado - acionista majoritário - e
sete dos demais segmentos. Todas estas questões devem antes
ser enviadas para a Aneel para análise prévia, pois
a Celesc vem contabilizando multas por desrespeitar essa norma.
FELIZ
2005
A
Diretoria e funcionários do Saesc desejam a todos os administradores
um
Feliz Natal em família e um Ano Novo de realizações
e renovação nas
esperanças de uma sociedade com
trabalho e dignidade.
ARTIGO
Reflexão sobre o papel do administrador
Adm.
José Rosnei de O. Rosa, Conselheiro do CRA e Diretor do
Saesc.
Em 2005, ano em que a Profissão de Administrador completará
40 anos de regulamentação em nosso País,
temos que fazer uma profunda reflexão sobre o nosso papel
nas diversas organizações onde atuamos. O complexo
e importante conjunto de técnicas que embasam a formação
do administrador proporciona uma visão mais integrada da
vida empresarial e organizacional. A interdisciplinaridade da
Administração, que considera os aspectos humanos,
materiais, quantitativos físicos e financeiros, sociais,
bem como os aspectos qualitativos do mundo corporativo, mostrou
que a ciência da Administração é de
extrema importante para a melhoria das práticas organizacionais.
No entanto o espaço ocupado não foi o suficiente.
A Administração precisa de constante reformulação,
adaptação, numa velocidade mais consistente que
atualmente ocorre, sempre reforçando o conjunto de qualidades
e atributos, relacionados com habilidades, conhecimentos, valores
e atitudes.
Habilidades entendidas como competências para o desempenho
de tarefas.Visão sistêmica da empresa/organização,
dimensão adequada do tempo, coordenação de
trabalhos em equipe, integração do saber e do fazer,
gerenciamento de inovação, relacionamento com culturas
diversas, antecipação de ameaças e oportunidades,
estratégicas, capacidade de delegação, de
decisão, auto-gerenciamento, foco no resultado, administração
do conflito, capacidade de aprender, desaprender e reaprender.
Conhecimento como pré-requisito para que o profissional
possa estar enquadrado à conjuntura atual. Estar relacionado
a assuntos econômico-financeiros, legislação,
tecnologia da informação, cultura de outros países,
funções da administração, conhecimento
em uma área da administração, negócios
internacionais, processos de alianças e parcerias cultura
brasileira e comportamento humano.
Valores e atitudes, relacionados a uma postura ou modo de agir.
Experiências adquiridas ao longo da vida que venham a influenciar
o comportamento diante de uma situação. Pré-disposição
à negociação, correr riscos, agilidade, criatividade,
lealdade, flexibilidade, motivação, atitude pró-ativa
e reativa, ética no trato das questões, autoconfiança,
dignidade, capacidade de superação, abertura para
novas idéias, integridade, humildade, vontade de auto-desenvolvimento,
gosto pelo que se faz, orientação para o cliente,
educação continuada, orientada para propor soluções
de cunho coletivo.
Precisamos sim, repensar todos os esses conceitos para nos adequarmos
melhor aos requisitos de uma sociedade que está muito mais
exigente e desafiante. Além disso os administradores não
devem temer os avanços tecnológicos. Pois, quanto
maior a sofisticação tecnológica, maior será
a necessidade da interferência e participação
das pessoas, que deverão ser mais qualificadas.
Nesse cenário atual marcado pela globalização
e pela era da informação e do conhecimento, em que
a velocidade das mudanças e a incerteza são de fato
dignas de observação, o papel do administrador deverá,
também, ser o de integrar pessoas e tecnologias em todos
os níveis. As novas tecnologias, que substituirão
o esforço manual e físico em tarefas rotineiras,
criarão muitas oportunidades para novos empregos e novos
trabalhos mais criativos, adequados à capacidade humana
de inovar. Não devemos esquecer, no entanto, que a atuação
de qualquer profissional deve ser pautada pelos princípios
éticos, de integridade moral, da verdade e da justiça
social.
ASSÉDIO
MORAL
O que é isso?
    
Apesar
de não ser um fenômeno novo, o assédio moral
nas relações de trabalho passou, nas últimas
décadas, a ser mais freqüente e intenso. As transformações
ocorridas no mundo do trabalho, resultantes da globalização
da economia e da reestruturação produtiva, têm
criado campo fértil para o recrudecimento das relações
de trabalho.
Podemos considerar o assédio moral como um fenômeno
decorrente do processo disciplinar, imposto pelas novas formas
de gestão e organização do trabalho. Permeadas
de modelos de gestão que estimulam a competição
para além da ética, as empresas propiciam o desenvolvimento
de relações agressivas e utilizam-se de situações
de assédio moral para assegurar o controle, a submissão
e a exploração dos trabalhadores em prol da produção.
Mas o que realmente podemos considerar como assédio moral?
Pode-se dizer que é toda e qualquer conduta que traz dano
à personalidade, dignidade ou integridade física
ou psíquica do trabalhador, põe em risco seu emprego
e degrada o ambiente de trabalho, sendo freqüente e intencional.
O objetivo do assediador é levar o trabalhador a pedir
demissão ou remoção para outro local de trabalho,
ou fragilizá-lo a ponto de não reagir mais às
regras impostas pelo empregador.
Essa conduta pode manifestar-se de forma mais explícita
ou mais sutil. As manifestações mais recorrentes
são:
· isolamento do trabalhador no ambiente de trabalho, inclusive
com a proibição de outros trabalhadores comunicarem-se
com ele;
· ordens confusas e incertas, com posterior cobrança;
· imposição de tarefas excessivas em prazos
exíguos;
· não-repasse de trabalho, acompanhado de cobrança
de jornada de trabalho integral;
· retirada de funções gratificadas ou postos
hierarquicamente superiores, sem nenhuma explicação;
· sonegação de informações
importantes para o desenvolvimento das tarefas do trabalhador;
· comentários que ridicularizam, inferiorizam e
humilham o trabalhador, muitas vezes em tom de brincadeira para
envolver os outros trabalhadores;
· troca de horário ou turno de trabalho sem aviso
prévio para o trabalhador;
· não possibilitar ao trabalhador escolher seu período
de férias, sendo este determinado pela chefia e, muitas
vezes, constantemente adiado;
· vigilância e controle sobre o trabalhador: limitação
do número de vezes de ida ao banheiro ou redução
do horário de refeições, por exemplo;
· levantamento de suspeitas sobre as licenças médicas
ou idas freqüentes ao médico;
· manutenção de outro trabalhador executando
as atribuições do trabalhador assediado, quando
este retorna da licença médica, sem nenhuma explicação;
· estimulação da competição
entre os trabalhadores na realização de metas, destruindo
assim a solidariedade entre colegas.
Essas condutas contumazes levam a queda da auto-estima do trabalhador,
adoecendo-o. Porém, não apenas a vítima é
atingida, todo o ambiente do trabalho adoece com a instalação
do medo e da incerteza.
As vitímas mais freqüêntes do assédio
moral são aquelas que já carregam o preconceito
social, como, por exemplo, as mulheres (principalmente as grávidas
ou que têm filhos pequenos), os negros, os homossexuais,
os portadores de necessidades especiais, os trabalhadores acima
de 40 anos, os portadores de LER/DORT. Porém, são
muito visados ainda os trabalhadores que se sobressaem dos demais
por suas posturas críticas e sua contestação
às regras injustas, além dos representantes sindicais.
É necessário primeiramente combater e resistir aos
sentimentos de medo e incerteza, quebrando o "pacto de silêncio"
que se estabelece no meio ambiente de trabalho. Precisamos resgatar
a solidariedade entre os trabalhadores, dando visibilidade à
violência nas relações de trabalho.
A vítima deve lutar contra o isolamento, denunciando e
criando uma rede de resistência com seus colegas de trabalho.
Buscar apoio de seu sindicato de classe é o melhor caminho.
Se já houve adoecimento, vai ser preciso também
apoio médico ou psicológico.
Exigir da empresa ou do órgão a reparação
do dano e um trabalho preventivo sobre a questão é
outra providência que deve ser tomada.
Sabemos que lutar contra uma lógica que se instalou em
todo o mundo do trabalho, privilegiando a produção
em detrimento do humano, não é fácil. Porém,
acreditamos que, ao resgatar a solidariedade que existe dentro
de cada ser, iremos juntos construir novas relações
no trabalho. Relações que se pautem pelo respeito
e pela dignidade que todos os trabalhadores merecem.
Tribunal
Popular do Assédio Moral e Sexual - www.tribunalpopular.hpg.com.br
NOTAS
CRA/SC
No
dia 11 de novembro os administradores catarinenses renovaram
em 1/3 o Conselho Regional de Administração bem
como escolheram o Conselheiro efetivo e suplente para o CFA.
Os
novos conselheiros do CRA são:
Adm. Isabela Regina Rornari Müller,
Adm. Saul Alcides Sgrott
Adm. Rodrigo Rihl de Azambuja
E respectivos suplentes:
Adm. Ademar Dutra
Adm. Adilson Martins
Adm. Maurício Fernandes Pereira
Para
o CFA:
Adm. José Sebastião Nunes - efetivo
Adm. Arcênio Patrício - suplente
Agora
todos os conselheiros do CRa irão eleger a nova diretoria
da entidade.
LIVRO
Por
quase meio século, Peter Drucker tem inspirado e educado
gerentes com seus marcantes artigos na Harvard Business Review.
No livro PROFISSÃO DE ADMINISTRADOR, está uma
coleção de suas obras mais importantes. Considerado
um dos maiores pensadores sobre a prática e o estudo
de administração, Drucker buscou, identificou
e examinou as questões mais importantes que confrontam
os gerentes, desde estratégia corporativa até
estilo gerencial e mudanças sociais. O título
tem o selo da Editora Pioneira.
FESTAS
Em
virtude do Natal e Ano Novo, a sede do Saesc estará
fechada nos dias 24 e 31 dezembro, retornando às atividades
normais dia 3 de janeiro de 2005.
Por
e-mail
A
partir desta edição, o Jornal do Saesc, que já
é veiculado no site do sindicato, também será
enviado resumidamente por e-mail para os associados da entidade.
Se você quiser receber, entre em contato e informe seu
endereço eletrônico.
Acompanhe
a proposta orçamentária para 2005





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