Ética
profissional e a fiscalização
José Rosnei de Oliveira Rosa
Diretor de Fiscalização do Exercício da Profissão
de Administrador
CRA/SC nº 1812
rosnei@ciasc.gov.br
Conceituar
"ética" é uma tarefa um tanto quanto difícil.
Sinteticamente, podemos dizer que agir com ética seria
a atitude do homem perante a sociedade, e seus valores espirituais
em relação ao mundo. Nenhuma sociedade pode sobreviver
sem normas de conduta. Tem que existir um mínimo de ética,
sem a qual ela se desagrega. Quando relacionada à questão
profissional, é de entendimento que ética é
o conjunto de princípios que regem a conduta funcional
de uma determinada profissão. A qualquer profissional impõe-se
uma conduta que não prejudique a si próprio, a profissão
e a sociedade. A sociedade necessita de profissionais que ingressem
conscientes e dignamente na atividade respectiva, desprovidos
da reprovável ansiedade pelo lucro e realizações
fáceis.Assim sendo, é mister que profissões
sejam dotadas de um código de conduta, para assegurar à
sociedade que cada profissional atue com conhecimento técnico
de sua profissão, e dentro dos mais amplos e supremos preceitos
éticos. Na Administração isso não
pode e nem deve ser diferente. Tanto é verdade, que o próprio
juramento do Administrador diz o seguinte: "Prometo dignificar
minha profissão, consciente de minhas responsabilidades
legais, observar o Código de Ética, objetivando
o aperfeiçoamento da ciência da Administração,
o desenvolvimento das instituições e a grandeza
do homem e da Pátria." E nos pressupostos do código
de ética do Administrador está firmemente descrito
que: "O Código de Ética Profissional do Administrador
é o guia orientador e estimulador de novos comportamentos
e está fundamentado num conceito de ética direcionado
para o desenvolvimento, servindo simultaneamente de estímulo
e parâmetro para que o Administrador amplie sua capacidade
de pensar, visualize seu papel e torne sua ação
mais eficaz diante da sociedade.". FiscalizarOra, se falamos
em ética, em códigos de conduta, então por
que fiscalizar as profissões? Porque esta fiscalização
está calcada na premissa de que o Estado deve zelar pela
boa prática do exercício profissional, com vistas
à preservação da incolumidade pública.
A operacionalização dessa função dá-se
por intermédio de órgãos competentes, criados
por lei, dotados de personalidade jurídica e possuidores
de patrimônio e receitas próprias. São os
Conselhos de Fiscalização das diversas profissões.
No caso dos Administradores, os sistemas fiscalizadores são
denominados CFA/CRAs - autarquias dotadas de personalidade jurídica
de direito público que constituem serviço público
federal. Especificamente, no nosso caso, o órgão
fiscalizador da profissão de Administrador no Estado de
Santa Catarina é o Conselho Regional de Administração
de Santa Catarina - CRA/SC.Nesse sentido, o CRA/SC tem desenvolvido
suas ações de fiscalização no âmbito
do Estado de Santa Catarina. E, na gestão que está
se iniciando, novas ações serão desenvolvidas
no sentido de se aprimorar, instrumentalizar e disponibilizar
recursos para que a área de fiscalização
esteja muito mais presente, muito mais atuante. Utilizar tecnologias
de informação para agilizar e proporcionar eficiência
nas atividades fiscais, firmar convênios e parcerias com
órgãos da esfera pública federal, estadual
e municipal, no sentido de cruzamento de informações
que possibilitem maior agilização nos processos
de fiscalização e, conseqüentemente, ampliar
as oportunidades de mercado de trabalho para os Administradores,
serão o nosso cotidiano de trabalho. O Agente Fiscal da
profissão da área de Administração
será visto e lembrado em todos os cantos do nosso Estado.
Atuações concomitantes, freqüentes e sucessivas
nas diversas regiões do Estado farão com que o Administrador
realmente sinta a presença do CRA/SC, no desempenho do
seu real papel: fiscalizar o exercício da profissão
do Administrador.

Futuro
da água e saneamento preocupa catarinenses
Desde
o ano passado, com o fim de alguns contratos de concessão
entre a Casan e municípios catarinenses e com os prazos
de grandes municípios previstos para a metade deste ano,
a população tem questionado a situação
da distribuição de água e saneamento no Estado.
A Casan foi criada através da Lei Estadual 4547 de 31 de
dezembro de 1970 como parte de um projeto do Governo Federal dentro
do Planasa - Plano Nacional de Saneamento. Apesar de suas debilidades,
principalmente relacionadas ao saneamento, é tida como
uma das melhores empresas estatais de água do país.
Contudo, ainda não alcança a totalidade dos 293
municípios de Santa Catarina, estando presente em 221.
Os dados fornecidos pela própria Casan informam que dos
3.476.567 habitantes nas áreas onde a estatal tem concessão,
ela atinge 3.279.812 com água tratada, mas somente 357.539
são servidos por esgoto, o que corresponde a 10,28% do
total. Hoje a empresa opera 249 sistemas de abastecimento de água,
que beneficiam 322 localidades, sendo as 221 sedes municipais,
39 distritos e 62 vilas, além de um município do
Estado do Paraná. Já na questão saneamento
a abrangência da Casan é bem mais modesta: são
27 sistemas de esgotos sanitários atendendo a 16 municípios
e dois distritos. Entre eles, há grandes cidades que não
têm esgoto tratado: Criciúma, Rio do Sul e São
Miguel do Oeste.Há muito o que fazer em termos de tratamento
de água e esgoto no estado. No Dia Mundial da Água,
lembrado em 22 de março, praticamente todos os jornais
de grande circulação apresentaram verdadeiros dossiês
da importância da água e como a sociedade civil está
se organizando para que este bem, que hoje parece ilimitado, continue
sendo de acesso universal. Sabe-se que apesar de o planeta ser
composto por 75% de água, somente 0,35% é apta para
consumo humano. Em entrevista ao Diário Catarinense (22/03/2003),
o biólogo Marcos Antônio Loureiro disse que Santa
Catarina é um estado privilegiado na quantidade de água
disponível para consumo e o que falta são investimentos
para captação. Enquanto a Casan e as empresas municipais
têm dificuldade em captar e preservar a água, órgãos
ambientais e ONGs estão fazendo sua parte. A Coordenadoria
de Defesa do Meio ambiente do Estado tem projetos para evitar
a poluição dos mananciais que abastecem as cidades.
Em janeiro de 2001 apenas 37 municípios tinham lixões
adequados. Com um ajuste de conduta assinado por diversas prefeituras,
este número ampliou para 130 cidades que estão evitando
a contaminação das águas dos rios, lagos
e lençóis freáticos. A Fatma - Fundação
do Meio Ambiente, através de uma normativa, passou a regular
o uso de poços artesianos e desde 1997 estão sendo
instalados no estado órgãos consultivos e deliberativos
dentro dos Comitês de Gerenciamento de diversas bacias hidrográficas.
Isso assegura a divisão de tarefas e a ampliação
da participação da sociedade nas questões
relativas ao tema. O desafio destes comitês está
em evitar seu uso por grupos políticos e manter a maior
representatividade possível, até para que a população
tenha ciência de que forma a água e o saneamento
devem ser tratados em cada região, respeitando suas especificidades.

Categorias
estão mobilizadas para campanhas de data-base
Tendo em vista
maio ser o mês da data-base para diversas empresas, o SAESC,
juntamente com outras entidades sindicais, tem tomado as providências
necessárias à na busca de novas conquistas, entre
as quais a reposição das perdas que está
dilapidando o salário dos trabalhadores brasileiros, notadamente
dos Administradores. Acompanhe o resumo das atividades realizadas
nos últimos dois meses:
Agricultura
Há administradores na EPAGRI, CIDASC, ICEPA e CEASA, e
por isso o Saesc atua com outros sindicatos, formando a INTERSA.
Neste grupo foi discutido amplamente uma pré-pauta, inclusive
com a participação dos administradores que atuam
nestas empresas. Essa pré-pauta foi aprovada em Assembléia
Geral Extraordinária realizada dia dois de abril e foi
apresentada às empresas no dia oito. Os trabalhadores definiram
um calendário de negociações, que começaram
dia 14 de abril. "Percebe-se alguma preocupação
dos empregados das empresas da agricultura, entre as quais a necessidade
da reposição das perdas salariais, Fundos de Pensão
e implantação dos Planos de Cargos e Salários",
comenta José Nascimento, diretor do Saesc que acompanha
as negociações coletivas.
Casan
Também na Casan os empregados já fecharam a
pauta e entregaram à direção da empresa.
Segundo o administrador Orlando Ivan Matos, dirigente do Saesc,
neste ano os trabalhadores querem a renovação do
contrato de trabalho anterior.. Os empregados também querem
participar do processo de reestruturação da Casan
e propõem a criação de um grupo de trabalho
constituído por representantes da empresa e dos sindicatos
para analisarem e estabelecerem um redirecionamento futuro visando
"a modernização e o fortalecimento" da
empresa, através de um novo modelo de gestão. Segundo
Matos, o que os trabalhadores querem é manter a Casan pública
e estão dispostos a lutar, não só por seus
empregos, mas pelo princípio constitucional da universalização
da água e do saneamento.
TIM
O acordo salarial 2002/2003 dos trabalhadores da TIM está
na DRT. Tal ação foi necessária porque a
empresa negou-se a discutir acordo coletivo de trabalho com as
categorias diferenciadas, como Administradores, Engenheiros e
Técnicos Industriais, integrantes da Intersindical que
tenta negociar este acordo. A TIM alega já ter assinado
um acordo com o sindicato majoritário da categoria dos
empregados em telefonia. O Saesc, atento à defesa dos Administradores
da TIM, não aceita esta imposição e envidará
todos os esforços, se necessário jurídicos,
para que o acordo das categorias diferenciadas seja respeitado
e assinado.
Sebrae
Com grande comparecimento de empregados, o Saesc e o SINDASPI,
realizaram a Assembléia Geral no dia oito de abril que
aprovou a pauta dos trabalhadores pedindo por reposição,
mudança de administrador do fundo de pensão e do
plano previdenciário. Dia 22 começaram as negociações.
Santur
Dia oito de abril em Florianópolis e Balneário
Camboriu o Saesc participou da Assembléia Geral na SANTUR,
em conjunto com o SINDASPI. Foram discutidos e aprovados diversos
itens da pauta de reivindicações, que já
foi entregue às diretorias das empresas que se fizeram
presentes. As negociações também iniciaram
dia 22. Entre os pontos da pauta estão a reposição
das perdas salariais, planos de cargos e salários e planos
de saúde - médico e odontológico.
Codesc
A Assembléia Geral dos administradores foi realizada
juntamente com o SINDASPI, no dia sete de abril, onde foi aprovada
a pauta de reivindicações. A primeira reunião
de negociação ocorreu dia 22. Os empregados da empresa
têm como principais preocupações a reposição
das perdas salariais e a manutenção da garantia
de emprego.

4°
Congresso dos Empregados da Celesc quer debater implantação
do novo modelo
De
24 a 26 de abril acontecerá na Escola Sul da CUT em Florianópolis
a 4ª edição do Congresso dos Empregados da
Celesc. Cerca de 150 empregados discutirão as novas perspectivas
da conjuntura estadual e nacional para o setor elétrico
e as formas de inserção da Celesc neste meio. Também
serão abordados temas como a descontinuidade administrativa,
a busca de alternativas para tarifas mais baixas, a perspectiva
de investimento em geração de energia e os planos
de demissão voluntária incentivada. A promoção
é do representante dos empregados no Conselho de Administração
da Celesc, Jair Maurino Fonseca, apoiado pelos sindicatos da Intercel,
entre eles o Saesc, que desde o 1° Congresso em 1997 se faz
presente.A primeira palestra do encontro, na noite de 24 de abril,
estarão presentes a ministra das Minas e Energia, Dilma
Rousseff e a Senadora Ideli Salvatti, que falarão sobre
a Conjuntura Política e o Setor Elétrico. No dia
seguinte haverá quatro palestras sobre conjuntura econômica
no novo governo, reformulação do setor elétrico,
gestão pública nas estatais e Governança
Corporativa - a Celesc no nível 2 da Bovespa. Esta última
com a participação do diretor do Saesc e atual Diretor
Administrativo-Financeiro da Celos, Sary Reny Köeche Alves.
Todas as palestras terão participação de
diretores de estatais e professores especialistas no setor.O último
dia de encontro será destinado para discussão do
modelo de gestão da Celesc, com trabalhos de grupos e participação
da diretoria da empresa.

Prestando
contas
Dando continuidade
as ações implantados pela Diretoria no que diz respeito
à transparência e ao trato com o dinheiro dos associados
, estamos publicando as demonstrações financeiras
de 2002 de forma resumida, ainda sujeitas ao parecer do conselho
fiscal.Todas as contas são analisadas mensalmente pelo
Conselho Fiscal, através de minucioso exame dos balancetes.
| RECEITAS
|
R$
|
DESPESAS |
R$
|
| Tributária
|
26.917,39 |
Pessoal |
24.557,66 |
| Social
|
65.729,69 |
Administrativa |
18.005,05 |
Patrimonial
|
13.945,13 |
Comunicação |
17.369,13
|
| Exraordinária
|
13.857,64
|
Intersindicais |
2.671,95
|
| |
|
Extraordinárias
|
19.721,65
|
| Total
Receitas |
120.449,85 |
Total
Despesas |
82.325,44 |
| |
|
|
|
| MUTAÇÕES
PATRIMONIAIS |
R$
|
MUTAÇÕES
PATRIMONIAIS |
R$
|
| Mobiliário
Instalações e Biblioteca |
3.526,65 |
Mobiliário
Instalações e Biblioteca |
3.526,65 |
| Veículo
e acessórios |
15.199,00 |
Veículo
e acessórios |
15.199,00 |
| TOTAL
INVESTIMENTOS |
18.725,65 |
TOTAL
INVESTIMENTOS |
18.725,65 |
| |
|
|
|
| |
|
RESULTADO
DO EXERCÍCIO |
|
| TOTAL |
139.175,50 |
TOTAL |
139.175,50 |
|

Anuidade
do sindicato não é para o CRA
Apesar das
freqüentes explicações acerca das finanças
do sindicato e das formas de contribuir com a entidade, ainda
há dúvidas quanto o destino final destes recursos.
É importante que se esclareça que a anuidade paga
ao Saesc no mês de fevereiro não é a mesma
que cada administrador repassa ao CRA. O Conselho Regional de
Administração é um órgão fiscalizador
e não estar em dia com as obrigações financeiras
desta entidade acarreta em exercício ilegal da profissão,
com medidas punitivas prescritas no Código Penal. Já
para o sindicato há outras três formas de contribuição.
A tradicionalmente acatada pela entidade é mensalidade
ou anuidade cobrada através de boleto bancário.
Há ainda uma cobrança compulsória, que as
empresas são obrigadas a descontar, que é o Imposto
Sindical, correspondente a um dia de trabalho em março.
No caso dos administradores que pagam a anuidade em janeiro, o
Saesc quita esta guia de Imposto Sindical. Quem não pagar
este imposto federal não pode participar de concursos e
licitações, por exemplo. Há também
a contribuição extraordinária aprovada em
assembléia para viabilização de campanhas
de data-base. O percentual da cobrança, seu início
e término são definidos pelos próprios trabalhadores.

Notas
Tabela
de HonoráriosEstá à disposição
em detalhes no site do sindicato a tabela de honorários
para administradores. Ela procura orientar o profissional quando
da prestação de serviços técnicos
a fim de que o valor cobrado seja justo e que não avilte
o mercado com concorrências desleais. Os valores levam em
conta a experiência, a atividade e o tipo de serviço
prestado. A tabela foi avalizada pela Federação
Nacional dos Administradores e está em vigor desde setembro
de 2002.

Novo
Site
Já
está no ar o novo site do Saesc, agora com outro design.
O administrador verá que a visualização está
mais fácil e que há uma maior interatividade com
os internautas. Acesse já!



|
O
papel do movimento sindical no governo Lula
Antônio Augusto de Queiroz, analista político
e diretor de Documentação do DIAP
Organizar,
representar os trabalhadores e lutar por justiça
social devem ser sempre os objetivos dos sindicatos, independente
do governo.
Qual o
papel do movimento sindical no Governo Lula? Esta tem sido
a pergunta mais freqüente que tenho ouvido ultimamente.
A resposta, como não poderia deixar de ser, é
simples: o de sempre. Organizar, representar e lutar por justiça
social.O movimento sindical, no período pós-64,
passou por duas fases importantes (de contestação
e reivindicação) e agora ingressa numa terceira
que não basta ser contra e reivindicar, é preciso
formular e apresentar alternativas. A primeira fase foi de
contestação ao regime militar, quando todas
as forças democráticas se uniram para derrotar
a ditadura. A segunda, com a força acumulada pela derrota
da ditadura, foi de reivindicação corporativa,
quando algumas categorias, por sua condição
privilegiada com o poder de pressão (política
ou financeira) sobre o governo e os patrões, ganhou
além do razoável. A terceira, que coincide com
a eleição de Lula, será desafiadora porque
além da combatividade, exige também criatividade
e participação.Portanto, a diferença
fundamental de atuação do movimento sindical
no Governo Lula é que ele será desafiado a exercer
aqueles papéis ou funções (organizar,
representar e lutar) nas dimensões sociais, econômicas,
políticas e jurídicas, inclusive com participação
ativa nos fóruns e instâncias de debate e formulação
de políticas públicas para o mundo do trabalho.Na
dimensão social, os sindicatos têm papel fundamental
a desempenhar, além dos interesses e reivindicações
específicas da categoria profissional que representa.
De um lado devem liderar a mobilização em favor
dos direitos humanos e da inclusão social, reivindicando
e propondo política pública para incorporar
os |
| assalariados
excluídos da seguridade, particularmente da previdência
e, de outro, combater o desemprego, as formas degradantes
de exploração do trabalho (escravo e infantil,
etc), a exclusão social e a fome, entre outras.No aspecto
econômico, além da luta pela reposição
e preservação do poder de compra dos salários,
o movimento sindical tem a obrigação moral de
protagonizar um grande movimento em favor da ampliação
do salário na renda nacional, recuperando parcialmente
aquilo que foi transferido pela política econômica
do governo para o mercado financeiro. Ao lado da defesa da
estabilidade econômica, com inflação sob
controle, e do retorno do crescimento econômico deve
também reivindicar políticas que reduzam a carga
tributária sobre o assalariado, especialmente os impostos
sobre renda e consumo, que suga a maior parcela do dinheiro
do assalariado.No plano político, o movimento sindical
deve fiscalizar os atos governamentais, exigir ética
na condução da coisa pública, participar
dos debates das reformas trabalhista, previdenciária
e sindical, cobrar os compromissos de campanha dos candidatos
e principalmente conscientizar seus representados sobre a
importância da defesa dos interesses gerais do país
num contexto de globalização mundial, informando
o conteúdo e implicações dos acordos
e tratados internacionais, como a Alca - Área de Livre
Comércio das Américas, entre outros.Na esfera
jurídica, além da luta pela continuidade das
três fontes de direitos (a lei, incluindo os convênios
da OIT, a negociação e a sentença normativa),
o movimento sindical deve acionar o Poder Judiciário
sempre que houver supressão ou ameaça aos direitos,
seja na área tributária, previdenciária,
trabalhista ou sindical. Deve, principalmente, exigir e fazer
uso do instituto da substituição processual,
evitando que o trabalhador isoladamente seja exposto numa
demanda judicial.Como se vê, em lugar de anular, como
muitos imaginavam, a eleição de Lula pode revigorar
o movimento sindical, possibilitando o exercício de
atribuições e responsabilidades que antes eram
negligenciadas. |

|