Eleições
do Saesc
Fortaleça sua representação
Dia 8 de julho todos os administradores associados ao Saesc poderão
votar para eleição da nova diretoria da entidade
que atuará no triênio 2004-2007. Seguindo os critérios
do edital publicado no final do mês de maio, foi inscrita
uma chapa. Mas para que ela de fato possa assumir a direção
do Saesc é preciso um quorum mínimo de 50% dos associados
mais um.
Há três possibilidades de votar nesta eleição.
A primeira delas é por correio. Nos próximos dias
você administrador estará recebendo por correio uma
cédula, envelope e ofício orientando como proceder
na votação. É importante ressaltar que o
voto por correio deverá ser enviado antes, pois só
serão aceitos aqueles que chegarem ao Saesc até
o dia 8 de julho.
Se preferir, o associado que reside em Florianópolis poderá
confirmar seu voto na própria sede do sindicato, onde haverá
uma urna fixa ou através da urna itinerante que percorrerá
os locais de trabalho durante todo o dia da votação.
O administrador José Nascimento, presidente da Comissão
Eleitoral, reforça o significado desta eleição.
"Mesmo que apenas uma chapa tenha se inscrito, é importante
votarmos, pois assim estaremos reconhecendo nosso sindicato como
entidade de luta em favor dos administradores para que cada vez
mais conquistemos o nosso espaço".
A chapa para a nova diretoria é formada por administradores
da Celesc, Codesc, Tractebel, Epagri, Cidasc, Sebrae, Casan, Ciasc,
Celos, CRA, por aposentados e autônomos. São eles:
Para
diretoria executiva
Titulares
João Paulo de Souza
Sary Reny Köche Alves
Maristela Sombrio Godoy
Dori da Silva Cândido
Paulo Volnei de Oliveira Santos
José Rosnei de Oliveira Rosa
Mário César Silva
Suplentes
Manoel Henrique Deucher
Tulnê Sebastião Velho vieira
Paulo César Hildebrand
Eliane Cristina Guerra
Luiz Henrique Bernardo
Arcênio Patrício
Elisabet Márcia Scherer
Delegados
Representantes em Entidades Superiores
Titulares
João Paulo de Souza
Arcênio Patrício
Suplentes
Mário César Silva
Sary Reny Köche alves
Conselho
Fiscal
Titulares
Marcos Wandresen
Benhour de Castro Romariz Filho
Ivo Finkler
Suplentes
Alexandre Henrique Capistran
na Lídia de Souza
Carla R. M. R. de Albuquerque
Saesc
quer resgatar contribuições previdenciárias
O
Superior Tribunal de Justiça - STJ - vem firmando o entendimento
de que o desconto da contribuição para o INSS no
mês de dezembro de cada ano não pode ser feito separando-se
o valor do 13° salário do total da remuneração
do mês. É que a base de cálculo da contribuição
previdenciária é limitada ao teto de R$ 1.800,00
em dezembro de 2003 e quem tem uma remuneração superior
a este valor deve ter o cálculo da contribuição
limitada a este teto, não importando que outras parcelas
venham a ser pagas no mês, quer seja 13° salário
ou qualquer outra componente da remuneração. Por
isso, se o cálculo não foi feito desta forma, o
empregado contribuinte tem direito de reaver o que pagou a mais,
retroativo a 10 anos. Contudo isso só poderá acontecer
pela via judicial, com ações contra o INSS. "O
Saesc coloca-se à disposição dos administradores
catarinenses, associados ou não, para promover ações
cabíveis com vistas à sustação do
Desconto sobre o 13 salário de 2004, assim como a restituição
dos valores recolhidos nos últimos anos, corrigidos monetariamente",
explica o presidente do Saesc, Adm. João Paulo de Souza.
SERVIÇO
JURÍDICO
O
Saesc dispõe de assessoria jurídica gratuita para
os associados que de alguma foram sentirem-se lesados no seu direito
de trabalhador.
Acompanhe
a situação das negociações
Agricultura
A
mobilização permanente dos empregados das estatais
da agricultura foi o fator
principal que levou o Governo do Estado a apresentar uma proposta
aos trabalhadores que culminou com a aprovação numa
assembléia histórica com mais de 700 pessoas de
todo o estado. Foi a primeira vez que estes trabalhadores conseguiram
uma proposta do governo antes de todas as demais categorias ligadas
ao Estado.
Ainda que com atraso - já que a data-base é maio
- os trabalhadores
aguardaram
uma rodada de negociação de mais de quatro horas
no dia 15 de junho e saíram de certa forma satisfeitos,
aprovando uma proposta. O governo de início acenava com
reajuste zero, mas o empenho dos sindicatos da Intersa assegurou
os seguintes avanços:
- Reajuste de 4,2%, parcelado em três vezes: 1,4% do mês
de maio, com base no salário de abril a ser pago na folha
de junho;1,4% na folha de novembro e 1,4% será pago em
março de 2005.
- O vale alimentação/refeição aumentou
de R$10,00 para R$ 12,00 e será pago na folha de março
de 2005.
Codesc
e Santur
Com
o fechamento do acordo nas empresas de agricultura, também
os acordos na Codesc e na Santur deverão progredir, visto
que historicamente estas duas empresas assinam os ACTs depois
do acordo fechado pela Intersa.
Casan
A
preocupação é grande Os empregados da Casan
estão enfrentando atualmente três grandes desafios.
O primeiro deles é a própria manutenção
da
empresa, tendo em vista as diversas cidades que pretendem municipalizar
o serviço de água e esgoto, como já aconteceu
em Itajaí, Lages, Itapema e pode ser o futuro também
de Joinville, o maior cliente da Casan. Outro fator é
a permanente instabilidade, já que a empresa dispõe
de alguns estudos que apontam a necessidade de demissão
de cerca de 300 pessoas. Soma-se a isso a CPI da Casan que está
acontecendo na Assembléia Legislativa.
Diante desse quadro, os trabalhadores não estão
conseguindo evoluir nas negociações para o acordo
coletivo. Mesmo com data-base em maio, a primeira rodada de
negociação aconteceu somente no dia 16 de junho
e não trouxe nenhum avanço.
ACORDOS
FECHADOS
SEBRAE:
O Saesc e o Sindaspi assinaram dia 25 de maio o acordo com o
Sebrae. Foram renovadas as cláusulas sociais do acordo
vigente, obteve-se um reajuste de 5,5% (reposição
da inflação) e um abono coletivo a ser pago em
dezembro de 2004, desde que o Sebrae cumpra suas metas financeiras.
Houve ainda um comprometimento da empresa em reconhecer no acordo
o plano previdenciário que já existia. Além
disso, o Sebrae irá complementar o auxílio doença/acidentário
enquanto o empregado estiver afastado por motivo de saúde,
pagando na mesma data que os demais funcionários, descontados
os valores repassados pela Previdência Social.
CRA:
Os Conselhos Regionais não assinam mais acordos coletivos
e sim baixam resolução de acordo com o definido
nas mesas de negociação. Depois das reuniões
com o Saesc, o CRA renovou todas as cláusulas sociais
em vigor e concedeu uma gratificação de 150% da
remuneração fixa do empregado, não um reajuste.
O vale alimentação passou de R$ 7,00 para R$ 8,50
e no plano de saúde, houve a inclusão do cônjuge,
que até então só atendia empregados e filhos.
INTERCEL
PLANEJA CAMPANHA SALARIAL
Ampliar
a garantia de emprego, a isonomia de direitos entre todos os empregados,
a participação nos lucros e resultados, a reposição
da inflação do período e o aumento real de
salários e redefinir os serviços terceirizados na
Celesc são as principais metas a serem alcançadas
pelos eletricitários catarinenses na próxima campanha
de data-base que inicia em julho com assembléias regionais.
Os
sindicatos da Intercel realizaram seu planejamento dias 31 de
maio e 1° de junho em Lages, reunindo cerca de 50 pessoas,
entre dirigentes sindicais e convidados.
ENTREVISTA
Lucyana Medeiros - Prêmio Saesc Universitário 2003-2
O curso de administração preencheu as expectativas
que você tinha quando entrou na universidade?
Foi
muito mais do que eu esperava.
O que mais marcou para você neste período de acadêmica?
As palavras do Prof. Pedro Araújo, na segunda semana do
primeiro semestre. Eu estava desanimada, até então
não havia gostado de nenhuma das aulas que tinha assistido.
Na verdade, naquela época eu gostaria de ter prestado
vestibular para Direito, mas a concorrência por vaga estava
muito grande e não havia me preparado suficientemente,
então optei por Administração com a intenção
de posteriormente tentar uma transferência de curso. Estava
com os pensamentos longe, quando voltei meus olhos para o Professor
que estava dizendo mais o menos o seguinte:"Na vida nós
temos duas opções para sermos felizes: fazer o que
se gosta ou aprender a gostar do que se faz. Nem todos têm
a chance de optar pela primeira, mas todos podem optar pela segunda."
Foi como receber uma bela sacudida e acender aquela luz no fim
do túnel. Por que eu não posso aprender a gostar
do que eu estou estudando? A partir
daquele dia a minha vida mudou completamente. Aprendi a gostar
de Administração de uma maneira tão intensa
que logo a idéia de fazer Direito se dissipou completamente
da minha cabeça. Adorei o curso e hoje não me vejo
formada em outra área.
Pretende
trabalhar como administradora? Fizeste estágio ou já
atua na área?
Trabalhei
por 11 anos na área de contabilidade. Desde dezembro
mudei de cidade por motivo de trabalho do meu esposo (moro em
Presidente Nereu, interior de SC), e estou procurando trabalho
na área administrativa.
Há poucos dias prestei concurso público promovido
pela prefeitura local para o cargo de Coordenador Administrativo.
Estarei completamente realizada quando puder aplicar na prática
os conhecimentos que adquiri no Curso de Administração.
Na
sua opinião, qual o maior desafio do administrador no século
XXI?
Acredito
que o maior desafio do administrador é conciliar o exercício
da profissão com a ética e com a responsabilidade
social e ambiental, fazendo da sua empresa, instituição,
município, estado ou país um lugar cada vez melhor
em todos os sentidos. Além disso, há cada vez
mais cursos de Administração no país, e,
conseqüentemente, mais profissionais espalhados por aí
se devorando para conseguir uma vaga no mercado de trabalho.
Na verdade, o que precisamos é de profissionais que saibam
fazer a diferença, que sejam competentes de tal maneira
que se tornem essenciais e que consigam administrar as próprias
carreiras a ponto de estarem sempre atualizados, buscando as
melhores oportunidades onde quer que estejam, sendo colaboradores
ou sendo empreendedores.
Como
você recebeu o Prêmio Saesc e o que acha da iniciativa?
Fiquei
emocionada, até mesmo sem palavras... Acho brilhante
essa iniciativa de premiar aqueles que mais se esforçaram
no Curso, pois realmente trata-se de uma grande conquista, visto
que as dificuldades de se conseguir um diploma de graduação
em Administração em uma Universidade de qualidade
realmente se traduzem em suor e lágrimas. E, numa situação
dessas, o reconhecimento por parte de órgãos como
o Saesc, o CRA e a UFSC é muito gratificante.
Começa
a CPI da privatização do setor elétrico
Desde que assumiu uma vaga na Câmara
Federal, o deputado catarinense Mauro Passos (PT) tem atuado prioritariamente
junto ao setor elétrico. Participou de todas as discussões
sobre o novo modelo para o setor, representou o Brasil no Fórum
Social Europeu, apresentando o Programa Luz para Todos. Membro
titular das Comissões de Minas e Energia e ciência
e Tecnologia, o engenheiro que tornou-se sindicalista quando funcionário
da Eletrosul está agora empenhado na efetivação
da CPI da privatização do setor elétrico,
instalada no mês de maio. Na primeira quinzena de junho
foi nomeado relator desta CPI. É sobre isso que ele falou
ao Jornal do Saesc.
A crise de energia no Brasil poderia ser evitada sem as privatizações?
Sim. As justificativas do governo passado de que fora pego de
surpresa e de que a principal causa da crise que levou aos apagões
foi a falta de chuvas, e que a responsabilidade era dos governos
anteriores que não investiram no setor de energia, foram
imediatamente desmentidas por dados e informações
oficiais dos próprios órgãos governamentais
e de especialistas em energia. A crise demonstra que a privatização
de um setor estratégico de base da atividade econômica
foi um erro do governo federal que deveria sofrer as sanções
da lei. O sistema energético brasileiro
foi vendido em retalhos, como empresas "independentes"
e por isso o planejamento energético ficou comprometido
e considerado uma das mais importantes causas da crise no setor
elétrico.Ao todo foram vendidas 21 empresas do sistema
e arrecadados US$ 30,05 bilhões. Um terço desses
recursos daria para construir 33 usinas termelétricas a
gás natural com capacidade de gerar 16.500 MW cada, o que
significa 22,83% da capacidade instalada, que é de 72.249
MW. Com essa capacidade de geração não
haveria crise de energia. As empresas estatais remanescentes foram
obrigadas a cortar gastos e impedidas de investir para atender
o plano de metas fiscais do governo federal. Os investimentos
despencaram, na média anual, de US$ 13,9 bilhões,
na década de 80, para menos de US$ 5 bilhões, de
1994 a 2000.Com essa irracional contenção de investimentos
as hidrelétricas passaram a usar os reservatórios
de água além dos limites, e aqui vale lembrar que
as hidrelétricas são responsáveis por 95%
da energia consumida no país. No setor hidroelétrico,
água é poupança de energia. O armazenamento
no sistema Sudeste no final de cada período de chuvas,
mês de abril, em 1997, era de 88,6%, e foi caindo. Em 1998,
81,8%, em 1999, 69,9%, em 2000, 59,4%, e em abril de 2001, 32,2%.
Enquanto isso, a tarifa de energia aumentou 70% acima da inflação.
O problema da privatização é que as empresas
não garantem a oferta de energia antes que o mercado apresente
demanda. Os investimentos só são feitos quando há
contratação antecipada da demanda e para isso é
preciso que haja escassez de energia.
Em que uma CPI do setor pode reverter esse quadro?
Para
reverter vai levar muito tempo, mas acredito que uma CPI provará
com mais elementos do que já dispomos, de que a privatização
do setor elétrico foi um fracasso e que não deverá
ser feita novamente no nosso país. Veja, a população
foi a grande perdedora. Além do que eu disse anteriormente,
o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES), um banco público, de fomento, formado basicamente
por recursos de fundos constitucionais como o FAT e outros,
tornou-se a principal vítima dos ditos compradores. O
caso AES/Eletropaulo, por exemplo, é o mais bem acabado
exemplar das irregularidades ocorridas no processo de privatização
do setor elétrico. O caso virou notícia internacional,
onde foram mostrados os detalhes das transações
que resultaram no acordo com a Enron para comprar a Eletropaulo
por lance mínimo.O Ministério Público,
que tem feito um extraordinário trabalho de investigação
do processo de privatização das estatais brasileiras,
teve com a AES a mesma atitude que teve com a Eletrosul e outras:
abriu inquérito para apurar o caso e está determinado
a levar os responsáveis pelas irregularidades cometidas
aos tribunais. Os trabalhos estão avançados, mas
entendo que a Câmara Federal não pode se eximir
destas responsabilidades.
O
que foi feito até o momento?
Bem,
já houve audiências públicas convocadas
pela Comissão de Minas e Energia sobre o caso AES/Eletropaulo
e sobre a cisão da Eletrosul. Estes encontros foram importantíssimos,
pois deram a dimensão dos estragos e o que principalmente
o Judiciário está fazendo nestes casos. Acho que
além da CPI que estamos empenhados no Congresso, é
importante ressaltar a iniciativa do Ministério de Minas
e Energia em cancelar todas as privatizações do
setor elétrico que estavam em andamento. É uma
demonstração do governo federal de que a política
que vinha sendo conduzida até então não
serve mais para o novo modelo do setor elétrico.
Você
está otimista com esta CPI?
Bastante.
As audiências realizadas no Congresso já deram
subsídios suficientes para que façamos uma varredura
nestas privatizações. Não podemos compactuar
com o prejuízo de mais de R$ 1 bilhão acumulado
pelo BNDES somente no ano passado. O endividamento médio
das empresas de energia já superou 82% do patrimônio
líquido e a dívida atual do setor é de
R$ 86 bilhões. Agora é preciso aguardar os trâmites
constitucionais na Câmara para que de fato ela funcione
e não fique numa gaveta. Todos nós só temos
a ganhar com a verdade.Entendo que com esta CPI somaremos esforços
ao trabalho que já está sendo feito pelo Ministério
Público, pelo Tribunal de Contas da União e pelo
atual governo para combater a corrupção e o crime
organizado.

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