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Informativo
do Sindicato dos Administradores de SC - Ano IX - Nº 53
- Maio/Junho de 2003
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www.saesc.org.br
Desde
o dia 1° de maio está no ar a página
do Saesc na internet. O site, lançado no
Dia
do Trabalhador, contém todas as informações
relevantes sobre a entidade e a profissão.
Ao clicar em www.saesc.org.br o navegador terá
acesso à lei que criou a profissão
de administrador, o Código de Ética,
o Estatuto do Saesc, a nominata da diretoria e dos
delegados sindicais, os textos das últimas
edições do Jornal do Saesc, os serviços
oferecidos pela entidade, a situação
das negociações dos administradores
e diversas empresas catarinenses.
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A
diretoria espera que com esta iniciativa seja ampliada
a transparência sobre a gestão do Saesc,
facilitando ao administrador (em particular e à
sociedade o acesso às informações
institucionais deste sindicato. "O objetivo
é proporcionar condições para
que os administradores, sindicalizados ou não,
passem a conviver com a rotina dessa entidade, que
existe para defender os interesses individuais e
coletivos dos profissionais que buscam melhores
condições de trabalho e renda. Como
a profissão de administrador tem conquistado
espaços significativos no cenário
internacional, a organização desta
categoria é uma prioridade para todas as
pessoas que com ela têm comprometimento",
explica o Diretor de Formação e Aperfeiçoamento
do Saesc, José Rosnei de Oliveira Rosa, responsável
pelo site.
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Ainda há acordos por
fechar
De todos os acordos coletivos com data base em 1°
de maio de empresas onde o Saesc participa das negociações,
há ainda quatro onde não houve um consenso
quanto às propostas. Na Casan o que está
pendente é a questão da garantia de emprego
por mais um ano. Já na Codesc e Santur, os acordos
deverão ser fechados ainda em junho, com renovação
do acordo vigente mais reajuste pelo INPC. Na Codesc a
diretoria o que está emperrando o fechamento são
as reformulações na diretoria, resultados
de uma série de denúncias envolvendo as
novas atividades de controle de loterias e de jogos eletrônicos.
Das que ainda não foram concluídas, a negociação
mais polêmica, até o fechamento desta edição
do Jornal do Saesc é a da Eletrosul e de todo o
sistema Eletrobrás e Sest. Esta nova sigla é
a secretaria nacional que controla as negociações
do sistema elétrico. Uma espécie de Conselho
de Política Financeira do setor energético
nacional. Em virtude dos impasses, as empresas da Eletrobrás
estão realizando diversas paralisações
e já aprovaram um indicativo de estado de greve
caso a direção nacional não aceite
algumas das principais reivindicações dos
eletricitários do Brasil.
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Fechado
Os acordos na Epagri, Cidasc, Icepa, Ceasa, CRA e Sebrae
foram renovados e tiveram reposição salarial
pelo INPC-IBGE integral.
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Saesc
participará de eleições na Fenad
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A
Federação Nacional dos Administradores estará
realizando em novembro o processo eleitoral para a escolha
dos novos dirigentes da entidade que exercerão um
mandato de três anos. Na programação
está a realização do Seminário
de Planejamento Estratégico em agosto na cidade de
Brasília que terá a coordenação
da Confederação Nacional das Profissões
Liberais. Neste encontro serão debatidos todos os
assuntos de interesse da Fenad e da categoria dos administradores
em nível nacional. "Trata-se de um acontecimento
que pretende passar a limpo a atuação da Federação
e o papel de seus dirigentes", explica o presidente
do Saesc, Sary Reny Köche Alves, que integra a Fenad.
Reestruturação, posição política
sobre os grandes temas nacionais de interesse do trabalhador
e os rumos da entidade constituirão a pauta. O Saesc
não só estará presente, mas vai procurar
contribuir com o debate, buscando fortalecer a organização
de representação nacional dos administradores.
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Convênio
O Saesc firmou um convênio com a Faculdade Cesusc
(Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina - com sede
em Ponta das Canas - Florianópolis). Com isso,
os associados do sindicato e seus dependentes que prestarem
o vestibular de inverno 2002 daquela instituição
de ensino e forem aprovados, terão desconto de
20% nas mensalidades. Os benefícios começam
na própria taxa de inscrição que
normalmente é de R$ 70,00 e para os filiados do
Saesc sairá por R$ 35,00. As inscrições
para o vestibular de inverno acontecem até 28 de
junho. As provas acontecerão dia 06 de julho, das
14 às 18 horas na sede da faculdade e o resultado
sairá dia 10. O prazo para matrícula será
de 15 a 19 de julho. Por enquanto, o único curso
que terá seleção é o de Direito
nos turnos diurno e noturno. No próximo vestibular,
no início de 2003 serão oferecidas também
vagas nos dois turnos em Administração Pública,
Administração com habilitação
em Gestão de Negócios e Administração
com habilitação em Marketing. Economia e
Turismo são os outros dois cursos que terão
turmas somente à noite.

Enbrad
e Encad
Aconteceu de 13 a 15 de junho em Brasília mais
uma edição do Encontro Brasileiro de Administração.
Os temas discutidos foram lei de Responsabilidade Fiscal,
a Responsabilidade Social do Administrador, a Cidadania
Empresarial, os Aspectos Filosóficos da Responsabilidade
Social do Administrador entre outros. Paralelo ao encontro
foi realizada uma feira de produtos e serviços
para administradores num espaço de mil metros quadrados.
Também aconteceu em Balneário Camboriú
nos dias 20 e 21 de junho o 3° Encontro Catarinense
dos Administradores, onde o Saesc mais uma vez participou.
Na próxima edição, mais informações.
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FGTS
continua gerando dúvidas
O governo já está
mandando os extratos de quanto cada trabalhador tem direito
com as perdas dos Planos Collor 1 e Bresser, ocorridas
em janeiro de 1989 e abril de 1990. No entanto milhares
têm sido as reclamações de erros nas
contas, na maioria inferiores aos valores esperados. A
orientação do sindicato é que, de
posse do extrato, o trabalhador faça um novo cálculo.
Se coincidir com o que consta no documento enviado pela
Caixa Econômica Federal, assina o termo de adesão.
Se for inferior, ingressa com ação na justiça
ou, para aqueles que já o fizeram, aguardam a decisão
judicial.
O sindicato firmou dois convênios para auxiliar
seus associados nesta hora: com peritos e advogados. De
posse do extrato o administrador deve procurar o Saesc,
levando ainda carteira de trabalho e outros comprovantes
da época. As despesas para novos cálculos
correrão por conta do sindicato. Segundo os diretores
do Saesc, para os administradores tem sido mais vantajoso
manter ações judiciais, mas cada caso deve
ser analisado separadamente para não haver perdas.
Para os filiados ao Sindicato que optarem pela via judicial,
não haverá despesas com honorários
advocatícios se a outra parte for condenada a pagá-los
em percentual igual ou superior a 10%. Já os não
filiados que buscarem a ajuda do Saesc arcarão
com 10% de honorários se ingressarem com ação.
Para maiores informações, entrar em contato
com a secretaria do sindicato.

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Há
uma situação que o trabalhador recebe mas
não pode sacar o dinheiro do acordo
Nos casos em que o trabalhador continua empregado no mesmo
local quando da realização dos planos econômicos,
receberá o montante mas não poderá
sacar, visto que a conta do FGTS permanece ativa. Só
poderá fazer uso desse dinheiro se for comprar um
imóvel, ações nos fundos mútuos,
aposentar-se ou se for demitido.
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Leitura:
Administrador publica livro
sobre Gestão de almoxarifados
"Desde os mais remotos tempos, quando ocorreu a invasão
árabe na Península Ibérica e a palavra
'al-xarif' designava a pessoa de confiança do Sultão,
responsável pela guarda dos bens do seu senhor,
a atividade de almoxarifado já era exercida. A
própria origem da palavra almoxarife, vem daquele
vocábulo que através de metaplasmos de transformação,
chega assim até os nossos dias, gerando também
o nome do setor, ou da atividade - Almoxarifado."Assim
o Administrador Gerson dos Santos, que se aposentou em
1999 quando atuava na Telesc e hoje é professor
universitário, inicia o livro Gestão de
Almoxarifados (Florianópolis, 2001). Santos inicia
falando da história da "função
armazenagem" e logo parte para um enfoque logístico
da administração de materiais. Ao longo
das 197 páginas aborda o processo de armazenagem
- conceito, organização, atividades básicas,
aplicação de sistemas informatizados, bem
como as instalações, unidades de estocagem
e suas aplicações.
O livro usa de gráficos, ilustrações
e esquemas para explicar o processo de movimentação
de materiais, as normas de estocagem, a segurança
na armazenagem. Como devem estar localizados os materiais,
o uso do código de barras, como executar o planejamento
físico, qual a necessidade em termos de recursos
humanos, o papel da armazenagem na comercialização
de produtos e serviços são outros temas
teorizados e analisados pelo Adm. Gerson dos Santos. O
autor sugere sua obra "para aqueles que gerenciam
o processo logístico" como sendo um "roteiro
prático dos procedimentos internos da área
e de seu relacionamento com o restante da organização".
Quem tiver interesse no livro pode entrar em contato com
o próprio autor através do site www.big.univali.br/~gersons
ou pelo telefone 48 334-0564. a publicação
está sendo vendida por R$ 25,00 a unidade.
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Confederação
lança plano de previdência privada dos profissionais
liberais
A Confederação Nacional das Profissões
Liberais lançou há alguns meses o CNPLPrev,
um plano de previdência para todos os trabalhadores
representados pela entidade ou por federações
e sindicatos ligados a ela. O Saesc fez um estudo preliminar
do plano e recomenda àqueles que ainda não
tem um plano de previdência privada.
Assim como em outros planos, no CNPL Prev o participante
é quem escolhe como e quando contribuir e como receber
a renda ao se aposentar: se mensal vitalícia, mensal
temporária, vitalícia com prazo mínimo
garantido ou vitalícia reversível ao beneficiário
indicado.
Quem quiser informações sobre o cálculo
de cada plano e outras questões legais pode ligar
pelo telefone gratuito 0800-611266 de segunda a sábado,
das 8 às 20 horas.
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Capitalismo
sem capitalistas?
Os fundos de pensão, conforme
explica o administrador e professor, reconhecido mundialmente
Peter Drucker, são o exemplo de que pode existir
capitalismo sem capitalistas pois são "investidores"
que controlam enormes capitais e seus investimentos cujos
gerentes que os administram não são proprietários
e os donos são milhares de trabalhadores. |
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Os
fundos de pensão, conforme explica o administrador
e professor, reconhecido mundialmente Peter Drucker,
são o exemplo de que pode existir capitalismo
sem capitalistas pois são "investidores"
que controlam enormes capitais e seus investimentos
cujos gerentes que os administram não são
proprietários e os donos são milhares
de trabalhadores.
A
sociedade do futuro depende de como os países
desenvolvidos irão responder aos
desafios do período de transição
entre o Capitalismo e o Pós Capitalismo.
Um elemento fundamental que surge nesta transição
é o que Drucker fala de Revolução
Gerencial, ou seja, os operários da indústria
manufatureira começam a declinar em número
e, de forma mais perceptível, em poder e
status. "Atualmente, em nenhum país
desenvolvido os trabalhadores tradicionais, que
produzem e movimentam bens, irão representar
mais que um sexto e um oitavo da força de
trabalho. As classes da sociedade pós-capitalista
são os trabalhadores do conhecimento e os
trabalhadores em serviços", acredita
Drucker.
É neste ponto que os fundos de pensão
ganham destaque. São eles que controlam cada
vez mais o suprimento e a alocação
do dinheiro. Este autor é um dos maiores
críticos do Marxismo e acha que o socialismo
ou o Comunismo não serão viáveis
com a situação em que vive a grande
maioria da sociedade. Para ele a nova sociedade
que está se consolidando não será
anticapitalista, pois as instituições
do Capitalismo sobreviverão, embora algumas
possam desempenhar papéis diferentes. O desafio
social da sociedade pós-capitalista será,
nesta visão, a dignidade dos trabalhadores
em serviços. A outra classe é de trabalhadores
do conhecimento. O valor desta classe é a
"produtividade" e a "inovação".
Daí a ênfase que se dá hoje
à sociedade do conhecimento.
Para Drucker, a sociedade tem uma característica
importante que é de se reorganizar num curto
espaço de tempo. Foi assim logo que a imprensa
foi inventada (por volta de 1450), com a Reforma
Protestante (em 1517), com o Renascimento, a descoberta
das Américas, a Revolução Americana.
Em cada um destes momentos históricos, a
sociedade foi se estruturando em organizações
capazes de superar os desafios impostos pelos sistemas.
E agora, no pós-capitalismo, a situação
se repete. Peter Drucker aposta até que a
sociedade ao invés de socialistas e proletários,
será dividida nas classes de trabalhadores
do conhecimento e de serviço.
Nesta nova realidade mundial, quem ganha destaque
são os fundos de pensão pois estão
se tornando poderosos investidores institucionais.
Investidores estes que são fruto das economias
dos empregados de hoje cujo único fim será
o financiamento do futuro destes trabalhadores que
esperam viver muitos anos além de sua vida
profissional. Drucker acredita que o que a preocupação
atual deve girar em torno do papel e a função
do capital com a expansão dos fundos. "
Cada país estruturará a economia dos
fundos de pensão a sua própria maneira.
Porém, o capitalismo dos fundos de pensão
tornar-se-á o modo universal de propriedade
nos países desenvolvidos", comenta no
livro.
O que chama a atenção é que
num momento em que os olhares estão voltados
a estes fundos e ao seu poder econômico, não
há um capitalista por trás de tamanhas
fortunas e sim gerentes contratados para administrar
os investimentos e milhares de trabalhadores que
não podem ser considerados capitalistas.
Então os fundos de pensão estão
constituindo uma realidade até então
inimaginável: a do capitalismo sem capitalistas.
No decorrer deste livro, Drucker fala ainda da função
das organizações, do Estado e das
novas classes que intitula. O que vale destacar
é sua preocupação quanto o
envolvimento das organizações com
o poder políotico. " Elas devem preocupar-se
com coisas que as beneficiem, que as capacitem a
realizar melhor o trabalho. É um dano imensurável
quando uma organização tenta obter
o poder político", acredita. Talvez
este seja o momento de tal reflexão, na medida
em que nem o Estado nem mesmo os trabalhadores pudessem
imaginar que os fundos de pensão chegariam
ao estágio onde estão hoje, com tendências
claras de expansão. Sobre os fundos, Drucker
diz que como organizações, possuem
um grande poder social e por isso a organização
na sociedade do conhecimento deve ser baseada não
em poder, mas em responsabilidade.
Sugestão de leitura: DRUCKER, Peter. Sociedade
pós-capitalista. São Paulo: Pioneira,
1999.
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