Vem
aí a cooperativa dos administradores
O
Saesc está participando da comissão designada pelo
CRA para estudar a viabilidade de constituição da
Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Administradores.
Fazem parte da comissão os administradores, Mário
César Silva, Jaime José Mora, Alexandre Marino Costa,
Mário Sérgio Ferreira Silva, Ademir da Cunha, Agenor
Dalfenbach Júnior e Luíz Salgado Klaes. A comissão
já fez sua primeira reunião, onde recebeu a visita
de diretores de Cooperativas para explanação sobre
funcionamento, produtos e os passos para a constituição.
No início de agosto a comissão enviará ao
Banco Central uma carta consulta, nos termos da Resolução
3106, para obter autorização para implantação
e funcionamento.
O
QUE É UMA COOPERATIVA DE CRÉDITO?
As
cooperativas de crédito são instituições
financeiras, sociedades de pessoas com forma e natureza jurídicas
próprias, de natureza civil, sem fins lucrativos e não
sujeitas à falência, constituídas com o objetivo
de propiciar crédito e prestar serviços aos associados.
O cooperativismo tem sido uma alternativa para inúmeras
categorias e setores organizados principalmente em momentos de
crise quando a criatividade torna-se fundamental para a sobrevivência.
Atualmente no Brasil há cooperativas em praticamente todas
as áreas econômicas: da agricultura ao setor financeiro.
Nestas associações, as pessoas e entidades ficam
fortalecidas, os lucros são divididos e o sentimento de
solidariedade e de coletividade contagiam os participantes.

No
caso dos administradores, ainda são poucas as iniciativas
neste sentido. Mas as que já existem têm trazido
bom resultados.

Seja
um delegado sindical
No
Dia do Administrador - 9 de Setembro - os administradores catarinenses
poderão fortalecer ainda mais sua organização
participando e votando das eleições para Delegado
Sindical para o biênio 2003-2005. O processo eleitoral começou
no dia 15 de julho quando o Conselho Deliberativo definiu as normas
do regimento da eleição.
Qualquer
administrador associado ao Saesc poderá se candidatar.
As únicas exigências é que sua situação
esteja normalizada com a tesouraria do sindicato e que esteja
nos quadros da entidade por no mínimo três meses.
O prazo para registro das chapas encerra-se dia 4 de agosto.
Em
cada empresa ou microrregião será eleito um delegado
sindical e um suplente. Estes são os locais onde há
delegacias sindicais do Saesc: CRA, Celesc, Sebrae, Telesc Brasil
Telecom, TIM Telesc Celular, Eletrosul, Tractebel, Casan, Cidasc,
Codesc, Epagri, Cooperativas, AMFRI - Itajaí, AMMVI - Blumenau,
Florianópolis, AMUNESC - Joinville, AMOSC - Chapecó,
AMPLA - Mafra, AMREC - Criciúma, AMAUC - Concórdia,
AMUREL - Tubarão, AMURES - Lages, AMARP - Videira, AMAVI
- Rio do Sul, AMMOC - Joaçaba, AMEOSC - São Miguel
do Oeste, AMAI - Xanxerê, AMVALI - Jaraguá do Sul,
AMURC - Canoinhas e AMESC - Araranguá. As eleições
acontecerão através de correio, a partir do dia
21 de agosto, quando serão distribuídas as cédulas
para todos os eleitores administradores. Estes votos deverão
estar na secretaria do Sindicato até o dia 8 de setembro.
Também haverá votação direta no dia
9 de setembro, das 8 às 18 horas, na sede do Saesc. A posse
dos eleitos acontecerá em outubro.

Instituído
o Prêmio SAESC Universitário
No
dia 17 de julho o diretor do Saesc, José Rosnei Oliveira
Rosa tratou dos últimos acertos sobre o Prêmio Saesc
Universitário com o professor Maurício Fernandes
Pereira, Chefe do Departamento de Ciências da Administração
da UFSC. A data da solenidade de formatura do 1º semestre
de 2003 do Cursode
Administração da UFSC será o dia 04 de outubro
de 2003, quando o Saesc entregará o prêmio ao aluno
que tiver o maior índice de avaliação acumulado
- IAA, da universidade. O prêmio consiste em um cheque do
SAESC correspondente a R$ 800,00 (oitocentos reais); e um certificado
de Honra ao Mérito.
Este
prêmio, que é uma novidade, deverá ser apresentado
aos alunos do Curso de Administração na aula inaugural
do segundo semestre. Em virtude da greve dos servidores, ainda
não se sabe a data desta aula.
Celesc:
situação dos aposentados não está
resolvida
Está
suspenso até o dia 9 de setembro o processo do Ministério
Público que obriga a Celesc a demitir seus empregados já
aposentados. Até lá a situação está
sendo analisada pelo juiz responsável, que abrirá
instrução processual para que as partes busquem
um acordo. Se até a data citada este acordo não
acontecer, o processo prosseguirá os trâmites normais
da justiça. A situação, que parecia irreversível
- quando a Promotoria Pública entrou com ação
contra a Celesc - mudou de rumo quando os aposentados, por serem
os atingidos diretos da ação contra a empresa, resolveram
se defender atuando como litisconsortis da Celesc. Dada a complexidade
da matéria, tanto nos aspectos jurídicos e administrativos
e em função da repercussão negativa, é
que o processo foi suspenso até setembro. Mas a vitória
não está dada. É preciso que os aposentados
estejam sempre informados de sua situação através
dos sindicatos e da própria empresa.
Saesc
entra na negociação com a Celos
O
Sindicato dos Administradores, juntamente com o Sindicato dos
Securitários de
Florianópolis,
realizou assembléia geral com os funcionários da
Celos no dia 16 de julho para discutir a pauta de reivindicações
ao Acordo Coletivo de Trabalho 2003/2004. Os empregados querem
garantia de emprego, salário real por produtividade e manutenção
das demais cláusulas do acordo anterior.
No
início de agosto a pauta deverá ser entregue à
Celos e as negociações, pela proposta dos 54 empregados
da Celos, deverá começar imediatamente. A data base
da categoria é outubro.
Começa
negociação com a Celesc
Com
a Assembléia Estadual que aconteceu no sábado, dia
2 de agosto, iniciou oficialmente o processo de negociação
na Celesc, visto que com o fechamento da pauta, a proposta é
entregue imediatamente à empresa. Neste ano, os principais
pontos são a manutenção das cláusulas
do ACT anterior, a renovação da garantia de emprego,
a implantação efetiva do novo modelo de gestão,
reposição salarial, produtividade, realização
de concurso público, extensão de direitos aos novos
empregados e a manutenção de antigas conquistas.
Cerca de 500 pessoas, de todas as regiões do estado, participaram
da Assembléia, que neste ano aconteceu em Florianópolis.
Fechado
acordo com Eletrosul
Fechado
acordo com a Eletrosul
No início de julho os sindicatos da Intersul realizaram assembléias
para avaliar a contraproposta da Eletrobrás e da Eletrosul.
Diante da novidade - o escalonamento salarial - houve discordância
das categorias diferenciadas quanto ao acordo. Mas o Saesc, mesmo
assim, assinou o acordo juntamente com os demais sindicatos da Intersul.
"Percebeu-se que apesar das críticas, os demais sindicatos
diferenciados foram aderindo ao acordo que assinamos", comentou
o diretor José Nascimento, que acompanha as negociações
salariais pelo Saesc.
A
Eletrobrás ofereceu reajuste de 7%, abono de uma remuneração
e aplicação de 3,5% e 1% referente ao mérito,
negociados especificamente em cada empresa. Quanto à garantia
de emprego a Eletrobrás definiu que faria uma redação
de consenso para esta cláusula e formaria um grupo de trabalho
para discutir a representação dos trabalhadores
no Conselho de Administração, Plano de Cargos e
Salários e extensão de direitos a novos empregados.
Já
na Eletrosul houve muitos avanços. Haverá eleição
para cargo de ouvidor interno, plano permanente de incentivo à
aposentadoria, inclusão dos pais com renda de até
dois salários de funcionários no plano de saúde
como dependentes, aumento no auxílio alimentação
para R$ 15,00, permissão de reembolso com despesas médicas
de cônjuges ou companheiros de empregadas e reajuste escalonado
que foi de 7% a 23%, de acordo com a remuneração.
Assim, os que ganham menos tiveram um reajuste maior.
ARTIGO
LEI
DE FALÊNCIAS E CUSTO BRASIL
Adm.
Rui Otávio Bernardes de Andrade, presidente do Conselho
Federal de Administração - CFA
Em
tempos de recessão, com o desemprego ultrapassando o índice
alarmante de
20%,
retração das vendas no comércio e da produção
industrial, crédito curto e muito caro - isso como resultado
de uma política econômica ultraconservadora que mantém
os juros em patamares sufocantes - vem uma boa notícia
do Congresso nacional: o Projeto de Lei de Falências encontra-se
pronto para ser votado na Câmara dos Deputados.
Se
aprovado, estarão criadas condições para
uma queda nos juros, considerando que os riscos de calote diminuirão
em razão da precedência que terão as instituições
financeiras no recebimento de seus créditos.
O
Projeto regula a falência, a concordata preventiva e a recuperação
das empresas que exercem atividade econômica regida pelas
leis comerciais. Para esses processos, o Projeto prevê que
o juiz nomeará síndico, comissário ou administrador
judicial, respectivamente - escolhido em listas encaminhadas pelos
conselhos profissionais de advogados, economistas e administradores,
e organizadas pelas câmaras especializadas dos Tribunais
de Justiça ou outro órgão especial.
O
ponto alto da nova Lei de Falências é a criação
do processo de recuperação das empresas. Com um
prazo de 180 dias para que credores e empresas entrem em acordo,
o processo evita a interrupção das atividades empresariais
e, conseqüentemente, a instabilidade e o desemprego. Durante
esse período, o administrador judicial, que deve ser o
profissional com formação, capacitação
e habilitação legal em administração
e gestão para desempenhar as atribuições
inerentes à administração, é incumbido
de "dirigir a gestão dos negócios da empresa",
como prevê o art. 21 do Projeto de Lei.
Outro
destaque da nova lei é a modificação da relação
de prevalência no recebimento de créditos. Atualmente,
quando o credor pede a falência da empresa, a Justiça
avalia o patrimônio e apura os créditos e os débitos
existentes. O patrimônio e os créditos, então,
são utilizados para quitar a dívida. Isso exige
uma ordem de prioridade, considerando que a situação
da empresa é deficitária. Prioriza-se, então,
o pagamento dos débitos trabalhistas e, em seguida, a quitação
dos débitos previdenciários e fiscais.
Como
se vê, as instituições financeiras são
ressarcidas a longo prazo, o que encarece os encargos por elas
cobrados. Com a nova lei, essa relação é
invertida. O governo estabelece que as instituições
financeiras tenham prevalência no recebimento de seus créditos,
o que, certamente, reduzirá os juros em função
da diminuição dos riscos a que estarão expostas.
O
Projeto de Lei de Falências surge num momento histórico,
quando reformas profundas são submetidas à apreciação
do Congresso Nacional e debatidas amplamente pela sociedade. O
País demonstra maturidade para superar desafios até
então considerados intransponíveis e a Lei de Falências,
ao reduzir o custo-Brasil, será propulsora da retomada
do crescimento econômico e, assim, um eficaz instrumento
de redução das desigualdades sociais.
Artigo
publicado no jornal O Globo, edição de 21/07/03,
Editoria de Opinião

MUDANÇAS
TRABALHISTAS
Por
uma reforma de inclusão
Atualizar
a CLT sem precarizar e baratear a mão de obra, atuando
com foco na inclusão
social. Foi assim que se manifestou o Ministro do Trabalho e Emprego
Jaques Wagner, em recente entrevista ao Bom Dia Brasil da TV Globo,
sobre como deve ser a reforma trabalhista que já começa
a ganhar espaço no Congresso Nacional.É isso, de
fato, que esperam centenas de entidades representativas, que entendem
o sindicalismo não uma mera corporação, mas
um instrumento legítimo de reivindicações,
de unidade e de conquistas. O próprio presidente, Luiz
Inácio Lula da Silva, tem defendido a reforma sindical
e mudanças na Consolidação das Leis Trabalhistas.
Ele disse, durante o Fórum Nacional do Trabalho (realizado
na última semana de julho, em Brasília) que é
preciso incluir as pessoas que estão no mercado informal
de trabalho na estrutura sindical. Além disso afirmou que
os sindicatos precisam superar o corporativismo. "Estou convencido
de que o movimento sindical brasileiro tem que dar um salto de
qualidade. Quando o trabalhador sai da fábrica, ele é
um cidadão e tem direito a outras coisas que o movimento
sindical tem que assumir", disse Lula.
Tal
afirmação vem ao encontro de uma das posturas que
o Saesc tem tido desde sua fundação, expressa no
Estatuto da Entidade: solidariedade aos trabalhadores de todo
o mundo. O Saesc, assim como a CUT e outras entidades sindicais,
lutam pela redução da jornada. "Com a tecnologia
que vivemos hoje, não é mais preciso cumprir oito
horas. Além disso, o mercado de trabalho tem forçado,
principalmente profissionais liberais, a trabalharem quase em
tempo integral. Assim, o indivíduo não vive, só
trabalha", comenta o presidente do Saesc, João Paulo
de Souza.
O
sindicato está acompanhando o desenrolar desta reforma
especificamente, pois há flexibilização de
direitos sendo discutidos, como parcelamento de 13º salário
e férias. Mas há também propostas defendidas
historicamente por sindicatos como o Saesc, como o fim do imposto
sindical. A Câmara dos Deputados criou desde fevereiro deste
ano uma Comissão Especial da Reforma Trabalhista, que é
presidida pelo deputado Vicentinho (PT/SP) e que tem como relator
o deputado José Chaves (PTB/PE). O Fórum Nacional
do Trabalho, criado no final de julho, irá acolher propostas
e sugestões de sindicatos e confederações
para reforçar os debates na Comissão Especial da
Câmara. Será composto por 21 representantes dos trabalhadores
e 21 representantes dos empresários.

Há
anos os sindicatos defendem uma reforma trabalhista que acabe
com o imposto sindical, force a diminuição do emprego
informal e promova de fato uma inclusão social e política
dos trabalhadores. Já tramita no congresso Nacional um
projeto de reformas, mas será que ele contempla estes anseios
históricos?
NOTAS
Parado
Não houve avanço nenhum nas negociações
das empresas estaduais com data-base em maio: Casan, Codesc, Santur
e empresas da agricultura. Até o momento, o governo oferece
1% de reajuste. "Sequer temos a certeza de que o abono de
R$ 100,00 oferecido aos professores vale para os funcionários
das demais empresas", lamenta José Nascimento, diretor
do Saesc. O Sindicato está participando juntamente com
os sindicatos majoritários nestas empresas para que os
acordos sejam logo assinados, que mantenham os direitos adquiridos
e que principalmente, avancem na questão salarial.
Agilidade
Foi implantado neste mês de julho, ainda em caráter
experimental, o Processo Eletrônico, em juizados especiais
federais (JEFs) de quatro cidades da Região Sul. Florianópolis
foi uma delas. Além da economia de tempo e dinheiro, os
gestores do sistema acreditam que haverá benefícios
ambientais devido à eliminação do uso de
papel. Segundo o coordenador-geral dos JEFs na 4ª Região,
desembargador federal Vilson Darós, desde a implantação
dos juizados tem sido possível julgar as ações
em um período máximo de quatro a cinco meses. Com
o sistema eletrônico, o trâmite deverá ser
ainda mais rápido. "O advogado, do seu escritório
ou de qualquer lugar do país e até do mundo, acessa
e peticiona, e o réu, que é o INSS (por enquanto
os JEFs julgam apenas > causas da área previdenciária),
vai contestar, o juiz vai sentenciar, tudo eletronicamente. As
intimações, as citações, tudo será
por via eletrônica", adiantou o desembargador.
Para
maiores informações: www.camara.gov.br;
www.cut.org.br;
www.mte.gov.br

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