Informativo do Sindicato dos Administradores de SC - Ano IX - Nº 54 - Julho/Agosto de 2002

O Valor do Voto Aposentados terão revisão de benefício
BESC Empregabilidade
Celos terá eleição para diretores Teoria da Escolha Pública
Novos conselheiros para o CRA Sugestões para leitura
Celesc

O valor do voto

Dia 6 de outubro iremos votar exclusivamente em urna eletrônica seis vezes: para deputado federal e estadual, para dois senadores, o Governador e o Presidente da República. Num país onde a maior parte da sociedade não tem discernimento do que está em jogo, tratando o voto como mercadoria, as entidades representativas devem participar do processo, orientando sobre a importância deste momento em que vivemos. Os administradores, formadores de opinião por natureza, não podem se eximir desta responsabilidade.
Sempre que há um processo eleitoral, a Diretoria do Saesc se manifesta através de seu jornal para lembrar a todos os associados da entidade e leitores que votar é muito mais que uma obrigação; é um direito de cidadania que se torna a maior arma que cada brasileiro tem para mostrar sua indignação ou aceitação. Sem este entendimento, votar deixa de ser um ato de cidadania para ser moeda de troca, permitindo o abuso de poder.
Nesta época não há candidatos ruins, corruptos ou que nada fizeram para melhorar a vida em sua comunidade. Todos posam de defensores da moralidade, de respeito ao patrimônio público e a cada cidadão. Convém que saibamos identificar estas pessoas.
Para que os eleitores brasileiros votem da forma mais coerente possível, inúmeras entidades estão fazendo campanhas pela consciência do voto. A CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, está veiculando em seus materiais litúrgicos e mesmo em seus veículos de comunicação, a reedição da campanha Voto não tem preço, tem consciência, agora com a veiculação gratuita pela internet da cartilha VOTO ÉTICO - Eleições 2002 ( www.cnbb.org.br , www.lei9840.org.br , www.acaodacidadania.com.br ). O material é produzido em conjunto pela Ação da Cidadania contra a fome, a miséria e pela vida, idealizada pelo falecido sociólogo Herbert Souza, o Betinho e pela Pastoral da Criança.
O material apresenta, de forma muito didática, como é possível conhecer um candidato, as funções exercidas pelos eleitos neste ano e como votar na urna eletrônica. Há ainda informações para casos especiais, como as urnas para portadores de deficiência, o que fazer em caso de perda de título ou mudança de endereço.
Nós, administradores, temos o compromisso de não participarmos omissos deste processo. Temos consciência das dificuldades enfrentadas pela administração pública atual, mas se o sistema representativo foi o adotado no Brasil, então precisamos ter como nossos legítimos representantes os melhores políticos. Afinal, quem ocupa um cargo eletivo tem o poder de fazer transformações que podem mudar completamente os rumos de um país. Então, administrador, faça sua parte e participe ativamente do processo eleitoral.

"A primeira eleição do milênio deve servir para que eleitores e candidatos comprometam-se, a partir do voto ético, a construir um Brasil sem fome."
Maurício Andrade - ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida

"Três são as causas principais da miséria e da fome: a má distribuição de renda, o lucro exagerado do capital financeiro e a dívida externa que asfixia a economia do Brasil".
Dom Luciano Mendes de Almeida - CNBB

BESC

Publicação na Coluna de Economia do Jornal A Notícia publicado dia 17 de agosto com o título: "Besc deve recorrer", inclui o Sindicato dos Administradores do Estado de Santa Catarina na lista das entidades que estão fazendo assembléias e aprovando a homologação de demissões relacionadas com o PDI do Besc.

O Presidente do SAESC, Adm. Sary Reny Köche Alves desmente a afirmação e esclarece que o assunto será apreciado na próxima reunião do Conselho Deliberativo, marcada para dia 17 de setembro. Só neste dia será decidida a realização ou não de Assembléia Geral Extraordinária específica para deliberar sobre o Acordo Coletivo.
Segundo Sary, a quitação geral e irrestrita como quer o presidente do banco é inconstitucional porque tenta impedir o direito de ação. Sindicato que se preze não deve ceder a uma rendição incondicional. Ressalvar o direito dos trabalhadores é dever e obrigação dos Sindicatos.
Entende o Dirigente Sindical que o acordo, nos termos pretendidos pelo banco, além das razões jurídicas já colocadas, significa para o SAESC a quebra de um compromisso histórico - do Sindicato com o movimento sindical na luta contra as privatizações. Por outro lado, entende que a liberdade de escolha de cada cidadão deva ser respeitada, sem prejuízo dos interesses coletivos. Daí o empenho do Sindicato dos Administradores em buscar uma solução negociada, por meio de propostas alternativas.
Por fim, lembra o sindicalista, o SAESC tem trajetória e postura bastante distintas das demais entidades relacionadas na matéria em questão, no que diz respeito ao modo de tratar direitos trabalhistas. Acredita que o sindicato encontrará uma solução digna para os trabalhadores e coerente com a história do Sindicato.


Celos terá eleição para diretores

Na 2ª quinzena de novembro acontecerá na Celos eleição para duas diretorias e para o Conselho Fiscal. A Intercel já apresentou seus candidatos na Assembléia Estadual, ocorrida em Blumenau dia 3 de agosto, que foram aprovados por todos os cerca de 500 presentes. Para a Diretoria Administrativo-Financeira (onde somente os ativos votam) o candidato dos sindicatos é o presidente do Saesc, Sary Reny Köche Alves. Já para a Diretoria de Seguridade, o candidato da Intercel é Aramis de Novaes, atual conselheiro da Celos e diretor do Sindinorte - Sindicato dos Eletricitários do Norte. Para este cargo só votarão os aposentados e pensionistas.
Também acontecerá a eleição para duas vagas no Conselho Fiscal - uma representante dos ativos e outro dos pensionistas e aposentados. Mas as normas específicas para o preenchimento de todos os cargos ainda não estão definidas. Deverá ser nomeada uma Comissão Eleitoral que irá submeter ao Conselho Deliberativo da Celos no dia 29 de agosto as normas para esta eleição. A comissão eleitoral será constituída por dois funcionários da Celos, um representante do Conselho Deliberativo, outro da Intercel e um da APCelesc.

Necessidade da participação
Mesmo sem terem sido definidos os prazos para inscrição de candidatos e outras normas da eleição, a Intercel já está em campanha pelos seus candidatos dada a importância da participação dos trabalhadores nestas instâncias. "Estas eleições são fruto de uma conquista de espaço dos trabalhadores nas fundações. É nosso futuro que está em jogo", comenta Sary, candidato para a Diretoria Administrativo-Financeira. Ele lembra que tanto na vaga a qual disputa quanto na Diretoria de Seguridade é preciso ter representantes confiáveis.


Novos conselheiros para o CRA

Nascimento:
"Mais que uma obrigação, o nosso voto resulta no fortalecimento da categoria dos administradores."


Dia 6 de novembro acontecerá eleição para renovação de 2/3 dos conselheiros efetivos e respectivos suplentes do Conselho Regional de
Administração de Santa Catarina. O mandato para os eleitos será de quatro anos - de janeiro de 2003 a dezembro de 2006. Quem quiser se candidatar, segundo o presidente da Comissão eleitoral, José do Nascimento, deve registrar sua candidatura até às 18 horas do dia 9 de setembro, na sede do CRA (que fica no mesmo prédio e andar do Saesc - Rua dos Ilhéus, 38, sala 605 - Florianópolis).
O voto é obrigatório aos administradores registrados no CRA e poderá ser feito na sede ou por Correio. Aos administradores com mais de 65 anos, o voto é facultativo. Não serão aceitos votos por procuração.
Entre as funções do conselheiro estão a aprovação de medidas para aperfeiçoamento dos serviços e cumprimento da fiscalização profissional, análise de processos, posse da diretoria, decisão das questões econômicas da entidade e conhecimento e aprimoramento da legislação específica.

Celesc

Em agosto começa negociação de data-base
Está marcada para 28 de agosto a primeira reunião de negociação dos sindicatos com a Celesc para o Acordo Coletivo de Trabalho. Diante de todas as mudanças que a empresa ainda passará por causa do novo modelo de gestão, os empregados aprovaram na Assembléia Estadual de 3 de agosto em Blumenau que sua principal bandeira será a garantia de emprego.
A pauta foi entregue à Celesc dia 12 de agosto, com pedido para que fosse dia 20 o início das negociações. Contudo a empresa confirmou para dia 28. O presidente da Celesc, José Faraco, estranhou que a garantia de emprego fosse o primeiro item da pauta. Foi esclarecido que há anos é a principal reivindicação dos empregados. Na assembléia de Blumenau, os trabalhadores confirmaram a decisão. "Precisamos de tranqüilidade para continuar fazendo da Celesc uma das principais empresas brasileiras do setor. Bom trabalho não é feito com pressão de chefias", comentou naquela ocasiãoArno Cugnier, diretor do Sinergia - Florianópolis. Há 16 anos os eletricitários catarinenses lutam pela garantia de emprego.
Na questão econômica, a pauta solicita entre reajuste salarial e produtividade um índice de 13,45%, além de um abono a título de participação nos resultados de 30% sem que nenhum empregado receba valor inferior à média devida ao conjunto dos empregados. .

O economista Daniel Domingos Passos explicou que isso será feito da seguinte forma: vê-se o total a ser distribuído como participação nos resultados, divide-se pelo número total de empregados. Este valor será o mínimo que cada um receberá de abono. Quem tiver salários maiores, receberá proporcionalmente. Os de salários inferiores terão um abono provavelmente superior aos rendimentos mensais. "Com este cálculo, 3.100 empregados receberão mais", garante o economista. Há ainda a solicitação da gratificação anual de 75% a ser paga em outubro. No auxílio alimentação, os trabalhadores pedirão um aumento para R$ 12,00 a unidade, sendo que a participação do empregado deve ser de R$ 1,00.
Na mesa de negociação os sindicalistas vão defender ainda o concurso público, a eleição direta para ombudsman ou ouvidor, o benefício mínimo aos aposentados, a unificação das horas extras para 100%, o auxílio excepcional, seguro da frota de veículos e a manutenção das cláusulas já vigentes. De cláusulas novas os sindicatos pedirão à Celesc que desenvolva campanhas educativas para esclarecer e coibir práticas de assédio moral nas relações de trabalho e inclua os exames oftalmológicos como integrantes dos periódicos

 


Aposentados terão revisão de benefício previdenciário

O Governo Federal aplicou de forma incorreta os índices econômicos sobre os proventos de aposentadoria. Por isso quem se aposentou até junho de 2001 tem direito a revisão dos valores. Quem entrou na justiça solicitando a reposição das perdas teve a causa ganha. A Intercel recomenda que se busque judicialmente os índices correspondentes aos anos de 94, 96, 97, 99, 2000 e 2001. Quem tiver interesse em entrar com esta ação pelo Sindicato deve levar até a sede da entidade a carta de concessão de benefício (com memória de cálculo) e comprovante do último benefício recebido. Maiores informações pelo telefone 48 223-4933 ou pelo e-mail
declatra@declatra.com.br

Leitura

EMPREGABILIDADE

Este é o conceito do momento que está sendo utilizado na Celesc e demais empresas estatais de Santa Catarina como contraponto à garantia de emprego, conquistada depois de dezenas de mobilizações. O Jornal do Saesc quer iniciar esta discussão, e nesta e nas próximas edições estará apresentando artigos que defendem e contestam a empregabilidade. Sabemos que não é um conceito novo. Este artigo, publicado no jornal A Notícia de 18/04/1999, apela ao sentimento e à necessidade de buscar os recursos que o emprego requer, não importando a idade nem os meios. Se está correto ou não é o que queremos debater.

O fim do emprego ou empregabilidade, eis a questão!
Lise Steigleder Chaves, CC&G Consultores Associados

As mudanças significativas nas relações entre o trabalho e o trabalhador definem
não só um novo perfil profissional ­ calcado na capacitação crescente das pessoas ­, como também novos modelos para esta relação, muitas vezes delicada.
Aquilo que até há pouco tempo se colocava como diferencial, hoje é condição básica. Antes um operador de máquinas com 2º grau era preterido por outro com 1º grau, porque a expectativa era de que houvesse uma rápida saturação e desmotivação em função da muita escolaridade daquele. Hoje, as empresas de Joinville não só exigem o 2º grau como esperam que este profissional esteja preocupado em desenvolver outras competências, como idiomas e informática. Executivos? Formação superior é pouco! Inglês? Nem se discute! Ideal é já dominar outros idiomas!
Definido como a condição de estar legalmente vinculado a uma empresa ou organização, emprego é o sonho de toda mãe (sem denegri-las, por favor!): 13º, férias, estabilidade, aposentadoria e missão cumprida!
Mas qual! Tem o chefe do chefe, e o RH, e as psicólogas falando sem parar em autodesenvolvimento, participação, comprometimento. Equipe? Não, equipe não vale mais. O negócio agora é time. E o coitado do trabalhador se divide em cursos de pós-graduação, inglês aos sábados ­ quem sabe acontece um milagre e por osmose acorda falando inglês e entendendo tudo aquilo que finge saber tão bem! ­ projetos, equipes multifuncionais. A esperança é descobrir a pólvora e garantir a estabilidade.
Haja coração! Todos juntos numa mesma emoção! Não sabemos mais quando, quanto e como estamos em relação ao tão cobiçado emprego! Que saudades do concurso federal que não foi feito! Ops! Nem o governo oferece mais estabilidade no emprego!
Já empregabilidade é algo mais amplo. É a condição de exercer uma atividade produtiva, onde o ganho financeiro é decorrência direta da capacidade de fazer algo ou alguma coisa que alguém queira adquirir. Empregabilidade, portanto, não é se esfalfar para garantir o emprego; não é empurrar para outro algo que ele não queira; nem é apropriar-se do alheio.
Vejam a lógica: se eu faço algo muito bem-feito, se eu obtenho real satisfação com aquilo que faço, se para fazer mais e melhor, eu me disponho genuinamente a estudar outro idioma e, principalmente, a dominar a linguagem da nossa "terra brasilis", a pesquisar e estudar, a conversar com outros profissionais, a dividir e multiplicar conhecimento, naturalmente estarei trabalhando!
Esta é a tendência atual: adeus estabilidade, adeus segurança. Bem-vindos à era do resgate do trabalho, do construir e, portanto, do crescer constante. Muito mais dinâmico, mais desafiador, mais rico, mais múltiplo. Muito mais humano. Sem dúvida mais difícil porque mais exigente; mais estressante, menos garantido; mas, sem dúvida, muito melhor porque mais realizador. Então, procuram-se pessoas dispostas a viver intensamente a aventura do fazer, do inovar, do construir conhecimento, do ensinar e aprender. E isto não tem idade, ou crença, ou sexo que determine. É essencialmente definido pela condição do homem de constantemente superar dificuldades e de aprender, mudando a si e ao meio.

Teoria da Escolha Pública

No que estão baseadas as escolhas dos agentes políticos e mesmo das sociedades? Isto é o que tenta explicar a Teoria da Escolha Pública, assunto obrigatório em cursos de ciências sociais, econômicas e políticas, Direito e também na Administração. Através temos mais um elemento para entender o processo eleitoral que já estamos vivendo no Brasil.

A Teoria da Escolha Pública tem como unidade básica a análise do indivíduo político e social através do método econômico. Sustenta que cada ator político toma decisões que vão ao encontro de seus interesses pessoais, o que geraria uma maximização da utilidade deste agente social. É a influência direta dos economistas nas políticas públicas estatais. Eles perceberam que com a passagem das monarquias absolutistas para monarquias ou repúblicas constitucionais os parlamentos passaram a ter um certo controle sobre a ação dos Executivos.
Basicamente a teoria foi sendo fundamentada numa redefinição da problemática das finanças públicas. O principal não mais era a manutenção de uma corte, mas o estabelecimento de uma espécie de troca entre impostos pagos pelos cidadãos e os bens e serviços recebidos através da despesa pública. Transferindo estas mudanças para a política, significou que a democracia não deve substituir a tirania de um rei ou oligarquia pela tirania da maioria, mas servir os interesses da coletividade e as preferências dos cidadãos em relação aos bens públicos. Esta foi uma das normas estabelecidas neste novo pacto político e social.
Estudando as diferentes formas de democracia que iam surgindo, percebeu-se que a perspectiva da teoria da escolha pública é que as decisões políticas e econômicas dos governos estão sujeitas a um conjunto de poderes repartidos por diferentes agentes com funções diferentes no sistema político. Ou seja, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, a própria administração pública, os partidos políticos e os grupos de interesse interferem na possibilidade e capacidade de implementação das políticas públicas. Ao mesmo tempo, os governos têm um tempo de atuação limitados, tendo que se submeter à apreciação popular periodicamente, o que acaba influenciando sobremaneira as decisões tomadas.
Em suma a teoria da escolha pública quer mostrar que o indivíduo é peça fundamental. Que a escolha coletiva é resultado das preferências dos agentes envolvidos nesta escolha e das regras e procedimentos que permitem passar de preferências diversas de cada indivíduo para uma única escolha coletiva. Autores como o português Paulo Pereira defendem que os indivíduos são instrumentalmente racionais, isto é, capazes de escolher ações apropriadas aos objetivos que pretendem alcançar.
Pereira diz ainda que se não há racionalidade há o egoísmo de sempre cuidar dos interesses pessoais. Daí a necessidade de definir regras, procedimentos e instituições que evitem os piores abusos de poder e outras tentações políticas. O modelo adotado no Brasil e em dezenas de países - de origem na Constituição Americana - de separação dos poderes e limitações constitucionais do Executivo são resultado de uma precaução.
Desde os anos 50 do século passado, diversas correntes ideológicas têm estudado a teoria da escolha pública. Alguns a usaram para defender a redução do Estado em prol do desenvolvimento dos mercados. Hoje há um certo consenso de que esta teoria usou de uma comparação entre o público e o privado para apontar a necessidade de um Estado melhor, nunca menor.

Sugestões para leitura:
PEREIRA, Paulo T. A teoria da escolha pública (public choice): uma abordagem neo-liberal?. Disponível em www.ics.ul.pt/publicacoes/analise_social/artigos4.htm acesso em 21/08/2002
CORREIA, Carlos P. A teoria da escolha pública: sentido,limites e implicações. Disponível em www.fd.uc.pt/BCE/resumos99.htm. Acesso em 21/08/2002
DALTRO, Fernanda Altoé. Abordagens de políticas públicas. Brasília: UNB, 1999
MUELLER, D.C. Public Choice II: A revised edition of Public Choice. Cambridge University Press. 1995

 



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