Informativo do Sindicato dos Administradores de SC - Ano IX - Nº 57 - Janeiro/Fevereiro de 2003


A Guerra que interessa aos brasileiros Empregados de estatais - emprego até 2004
Diretores do Saesc tomam posse no CRA
Celos terá diagnóstico financeiro
Notas Ética e educação fiscal
Mudanças na diretoria A polêmica do imposto sindical
SAESC participa de discussões de governo Modelo de gestão precisa sair do papel
   

Editorial - A Reforma da Previdência
A Guerra que interessa aos brasileiros

Quando se fala em Reforma da Previdência, ao menos para os trabalhadores, espera-se que em fim o governo seja corajoso e combata os privilégios. Só terá uma previdênciasocial de fato se ela tornar-se universal, onde todos tenham os mesmos direitos.
Igualdade no sistema previdenciário parece ser um objetivo impossível de ser alcançado. Mas se o próprio Presidente da República sinalizou que isso pode acontecer, quando afirmou "que ninguém mais ouse duvidar da força da classe trabalhadora deste país", a mesma postura espera-se agora, quando o Governo começa a dar os primeiros passos nesta reforma. A propaganda é boa: fala-se em discussão nacional do tema, envolvendo diversos setores da sociedade e só depois deste amplo debate é que o Governo enviará o projeto da reforma da previdência para o Congresso.
No entanto, cabe a cada trabalhador, a cada sindicato, saber o seu papel e cobrar de fatoas mudanças apregoadas. As centrais sindicais, neste momento, precisam ser uma ponte entre as reivindicações dos trabalhadores e o Governo.Não é momento para cruzar os braços. Afinal, se o governo realmente quer ser democrático e popular, tem que enfrentar as corporações, que vão desde os militares, os empresários nacionais e internacionais, o Parlamento, as elites políticas e até mesmo as organizações de trabalhadores.
Há formas de equalizar a flagrante diferença que a Previdência hoje faz aos brasileiros. Não é mais aceitável que as filhas solteiras de militares tenham pensões vitalícias enquanto o trabalhador rural tem dificuldades em se aposentar depois da vida toda dedicada ao campo. Isso sem falar no serviço público concursado que tem sua aposentadoria enquanto em outros setores há acúmulos de gordas aposentadorias. É hora do governo mostrar para o que veio, pois esta é a única "guerra" que interessa aos trabalhadores brasileiros no momento.

Diretores do Saesc tomam posse no CRA

Três diretores do Saesc foram eleitos para funções no Conselho Regional de Administração.
Desde janeiro deste ano, Arcênio Patrício é o novo presidente do CRA, José Rosnei de Oliveira Rosa assumiu a Diretoria de Fiscalização e Mario Cesar Silva é integrante do Conselho Fiscal. Além dos três diretores do Saesc, mais seis administradores compõem o quadro de conselheiros do CRA.

Notas

Site
Já está sendo elaborado o novo design do site do Saesc. O objetivo desta mudança é melhorar a visibilidade da entidade e promover uma melhor interatividade com os internautas, principalmente com os administradores.

Imposto sindical
Os Administradores que não receberem a Guia de Recolhimento da
Contribuição Sindical até o dia 21de fevereiro devem entrar em contato
com o Saesc pelo telefone (48) 222-8080 no horário comercial. (Veja mais
informações sobre o imposto sindical em matéria nesta edição)

Gestão de Organizações de Saúde
O NIEPC, núcleo ligado ao Programa de Pós-Graduação em Administração da
UFSC, está oferecendo o Curso de Especialização Gestão de Organizações
de Saúde - Ênfase em Administração Hospitalar. É dirigido a gestores ou
profissionais que tenham interesse na administração de hospitais,
clínicas e outras organizações de saúde. As inscrições estão abertas até
o dia 21 de fevereiro. Maiores informações pelo telefone048-331 9501 e
233 0737 ou por e-mail fepese@fepese.ufsc.br)

Prêmio
Com o objetivo de motivar os alunos de administração a buscar um maior
aprofundamento educacional, a nova diretoria do Saesc, em reunião
realizada dia 28 de janeiro, decidiu instituir o Prêmio Saesc para o
melhor aluno de Administração. Os critérios ainda estão sendo definidos
pela diretoria, que nomeará uma comissão para organizar esta atividade,
mas é provável que ainda neste ano aconteça a primeira edição do prêmio.
O Sindicato informará oportunamente a abrangência e o regulamento.

Mudanças na diretoria

Com a eleição do presidente do Saesc para a Fundação Celos, a diretoria do sindicato foi redefinida.
No dia 17 de dezembro de 2002 aconteceu a posse dos diretores do Saesc em novos cargos na diretoria. A mudança foi necessária devido à eleição do então presidente, Sary Reny Köche Alves para uma das diretorias da Celos. Como ele era o único diretor do Saesc liberado para o sindicato e na Celos o trabalho exige dedicação exclusiva, a diretoria acabou sendo remanejada, ficando assim constituída:

  • Presidência - João Paulo de SouzaSecretaria geral - Maristela Sombrio Godoy e Sérgio B. de Salles
  • Diretoria de finanças e administração - Sary Reny Köche Alves e Tulnê S. V. Vieira
  • Diretoria de imprensa e divulgação - José Rosnei de Oliveira Rosa e Benhour C. Romariz Filho
  • Diretoria de negociações coletivas - Mario Cesar Silva, Arcênio Patrício e José Nascimento
  • Diretoria de formação e aperfeiçoamento - Dori da Silva Cândido e Agenor J. dos Santos Filho
  • Diretoria social e de estudos sócio-econômicos - Angelise Valladares Monteiro e Cláudio R. de A. e Silva

Sindicato participa das novas discussões de governo

Normalmente para os sindicatos o mês de janeiro é pacato, pois não há categorias com data base e é tipicamente um período de férias. Mas neste ano para o Saesc a situação foi diferente e o fato novo foi o projeto de reestruturação administrativa proposto pelo Governo do Estado, com a
criação de secretarias regionais. O embate com os sindicatos se deu por conta da redação de alguns parágrafos do artigo 90 deste projeto. Neles estava sendo proposta a extinção de sete órgãos do governo. São eles a IAZPE - Imbituba Administração da Zona de Processamento de Exportação, a
COHAB - Companhia de Habitação, CODESC - Companhia de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina, SANTUR - Santa Catarina Turismo S.A., EPAGRI - Empresa de Pesquisa Agropecuária de Extensão Rural, CIDASC - Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC e a CEASA - Centrais de Abastecimento do Estado de SC.
"Os sindicatos representantes destas categorias, entre eles o Saesc, reconhece a importância da reestruturação, inclusive pela interiorização da administração pública. Porém não poderíamos jamais concordar com a extinção de empresas que, pela proposta do governo, passariam a ter
caráter de autarquia ou fundações sem que isso passasse por amplo debate com os empregados principalmente", comenta José do Nascimento, que acompanhou este caso representando o Sindicato dos Administradores. O dirigente acredita que mudanças como estas só poderão acontecer depois
de profundas discussões e através de leis específicas para cada empresa e não num 'pacote'.
Entre os pontos que mais preocuparam os sindicatos estava a drástica redução no número de empregados. Com a mobilização dos sindicatos em janeiro, o texto do projeto de lei foi modificado e as empresas permaneceram como estão. "Foi fundamental a participação dos sindicatos nas discussões na Assembléia Legislativa e o Saesc está disposto a continuar o debate", finaliza Nascimento.

Empregados de estatais terão garantia de emprego até 2004

Desde o dia 23 de dezembro do ano passado, os trabalhadores da Cidasc, Casan e da Epagri têm garantia de emprego até abril de 2004. Isto aconteceu devido a um termo aditivo aos acordos coletivos 2002/2003 que estenderam a cláusula por mais um ano, a exemplo do que já acontece na
Celesc. Com isso os empregados estão mais tranquilos e poderão desempenhar melhor suas funções na empresa e no momento da próxima data-base, dentro de dois meses.

Celos terá diagnóstico financeiro

A Celos tem dois novos diretores eleitos pelos participantes em novembro passado. O administrador Sary Reny Köche Alves, com esta eleição, deixou a presidência do Saesc para assumir a Diretoria Administrativo-Financeira da Fundação dos empregados da Celesc.
Neste primeiro mês de trabalho, Sary já está implementando sua principal proposta de campanha: a elaboração de um diagnóstico para ter ciência da real situação financeira e atuarial do Fundo. A partir disto o diretor quer realizar com os participantes e demais membros da diretoria da Fundação um amplo debate sobre as propostas de saneamento do déficit da Celos constatado pelo relatório atuarial.
Paralelo a isso Sary está agendando reuniões com todas as gerências para assistir apresentações sobre a finalidade de cada área, as funções que as pessoas exercem e as propostas de solução para cada problema levantado pelos funcionários. Sary também está empenhado em promover uma integração e aproximação com o Conselho e a Comissão de Investimento, discutir a renovação do
contrato de aluguel ou venda do prédio sede da Celesc para a empresa e dedicando boa parte de seu tempo na Funda;áo para o atendimento das demandas internas, principalmente na área administrativa. "É natural que a diretoria passada deixasse para a nova as decisões e encaminhamentos
sobre pendências administrativas", explica Sary. Segundo ele, há ainda ações importantes como o contato com entidades, bancos, administradoras
de ativos e de projetos de investimento.

Ética e educação fiscal - Edison Luiz de Oliveira - professor universitário

O convívio em sociedade exige das pessoas a obediência de leis, normas, regras para que possa haver uma estrutura sustentável, dentro desse ambiente. Nos últimos anos a questão Ética está sendo muito discutida e também refletida em todos os segmentos da sociedade. O termo ético é, portanto, um assunto atual e também controvertido diante de sua extensão e interesse que desperta nas pessoas. É atual porque os cursos de graduação contemplam esta disciplina em suas grades curriculares, onde
os acadêmicos assimilam a questão Ética no dia-a-dia das atividades profissionais. Lembramos, contudo, que o profissional deve se basear na Ética para ter uma conduta digna, que é a essência desejada de cada cidadão.
A mídia evidencia, diariamente, situações em que a Ética é desrespeitada quer por parte do poder público, da iniciativa privada ou do próprio cidadão. A Ética é considerada um tópico controvertido tendo em vista que envolve questões sobre a moral, sobre o comportamento e principalmente sobre o indivíduo. E este carrega, desde o seu nascimento e durante toda a sua existência, crenças e valores que podem ser modificados em função do ambiente em que o mesmo está inserido.
A educação que cada um recebe é um processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano em geral, visando a sua integração individual e social. Todas as pessoas foram educadas, algumas em maior grau, outras em grau menor, mas sempre receberam
informações. A consciência de cada pessoa é que faz a diferença num contexto globalizado e competitivo em que se vive na atualidade.
A pessoa jurídica, entende-se as empresas, para a sua sobrevivência devem cumprir certos regulamentos entre os quais está o recolhimento de impostos e de igual forma a pessoa física também tem suas obrigações tributárias. Em contrapartida o Estado deve deixar transparente a
alocação desses recursos arrecadados bem como a gestão dos impostos/tributos e dos respectivos gastos públicos, pois assim o cidadão pode exercitar melhor seus direitos e deveres, exercendo um
controle sobre a máquina estatal. Se não houver uma evidenciação clara e objetiva , não existirá também uma motivação para o exercício da cidadania.
A educação fiscal é necessária para sensibilizar o cidadão para a função sócio-econômico do tributo; para proporcionar aos cidadãos conhecimentos sobre a administração pública; para incentivar a sociedade a acompanhar a aplicação dos recursos públicos e criar condições para uma relação
harmoniosa entre o Estado e o cidadão.
Observa-se que muitos dos problemas do atual sistema tributário são reflexos da falta de conscientização, por parte da população, do que sejam os tributos e qual a importância deles para a própria sociedade.
Tem-se ciência que os níveis de sonegação em nosso país são extremamente altos. No entanto, o combate a essa doença social deve envolver também toda a sociedade, visando a diminuição ou amenização das diferenças sociais existentes.
Diante disso conclui-se que uma boa orientação fiscal, aliada a uma educação forte, desde a tenra idade, deixa o indivíduo despertar para a prática da cidadania, tão necessária nos dias atuais.


A polêmica do imposto sindical

A contribuição ou imposto sindical é um tema tão polêmico que deverá
ser amplamente debatido na reforma sindical que o Governo Federal sinalizou em fazer. Aqueles que defendem este imposto, criado em 1937, justificam que os sindicatos não representam apenas seus associados e que os benefícios conseguidos pelo trabalho sindical, principalmente de
acordo coletivo, estendem-se a toda a categoria. A Confederação Nacional das Profissões Liberais - CNPL, por exemplo, é uma das que defende a contribuição sindical correspondente a um dia de trabalho no mês de março que é descontado na folha de pagamento. Àqueles que não são empregados, é o próprio sindicato que fornece a guia de imposto sindical ou nos bancos credenciados pelo Ministério do Trabalho. Quem não pagar esta contribuição fica impedido de participar de concursos públicos, concorrer em licitações ou inscrever-se na Junta Comercial.
Já as entidades contrárias ao imposto sindical explicam que o trabalhador não deve ser obrigado a pagar algo em que não acredita.
Neste caso, o correto seria a conscientização de cada trabalhador da importância política dos sindicatos e do trabalho realizado por eles para a garantia e ampliação dos direitos trabalhistas.
Além disso, na legislação brasileira há quatro tipos de contribuições sindicais e muitos trabalhadores acabam pagando mais de uma pois a primeira, que é o imposto sindical, é obrigatória e as demais são optativas, ou seja, só paga quem for sócio de sindicato, associação ou confederação.
O Saesc, desde sua criação, sempre foi contrário ao imposto sindical.
Mas, por força de lei, é obrigado a fazer a cobrança. Para minimizar a situação, o sindicato quita a guia de contribuição sindical para os associados que pagarem a anuidade e a envia para o departamento de recursos humanos das empresas para que elas não façam o desconto. No caso dos sócios que não trabalham em empresa, a guia quitada é enviada para a residência.



Celesc:
Modelo de gestão precisa sair do papel


Os sindicatos da Intercel - entre eles o Saesc - estão pressionando governo e empresa para que o modelo de gestão estudado e definido com a participação dos trabalhadores seja de fato implementado no decorrer
deste ano. No dia 13 de fevereiro os dirigentes sindicais estiveramreunidos com o vice-governador - Eduardo Pinho Moreira, que já foi presidente da Celesc e conhece a realidade da empresa. No dia 20 de fevereiro em nova reunião os sindicatos cobraram posição da diretoria Celesc para agilizar esse processo.
A leitura que a Intercel está fazendo até o momento, dada a lentidão em mudar os antigos procedimentos onde a interferência política predomina, é que não há garantia de que todo o trabalho desenvolvido até agora será posto em prática. O estudo feito até então para este novo modelo
apontaram para a necessidade de uma profissionalização da Celesc que a mantenha como uma das distribuidoras mais competentes do país mas principalmente que se mantenha como empresa pública. O Saesc espera que o governador e a nova diretoria da empresa ponham em prática também na
Celesc seu programa de governo pautado na ética, na participação e no
profissionalismo.

 

 



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